Vias Romanas em Portugal
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Sobre as estradas romanas... Sobre os miliários... Sobre as pontes romanas... Os documentos... Itinerário de Antonino

Intro | Estradas | Miliários | Pontes | Documentos | Itinerários de Antonino | Lares | Términos | Povoados | Bibliografia | Glossário

Introdução ao Sistema Viário Romano


A rede viária romana é a maior obra de engenharia da antiguidade em Portugal. Apesar de o seu levantamento ter atraído diversos estudiosos, continuamos com mais incertezas do que certezas, pelo que os itinerários propostos são em grande medida conjecturais. Assim, os itinerários aqui publicados tentam fazer uma compilação do conhecimento actual sobre o tema pelo estão constantemente a ser revistos à medida que novos trabalhos de investigação são publicados. Ver Histórico de alterações.

Citando José d'Encarnação: «No âmbito da História, como no das demais ciências, progride-se de acordo com uma teoria filosófica sobejamente conhecida: procede-se durante muito tempo à pormenorizada análise dos dados, que pouco a pouco se vão complementando até formarem um todo, que é a síntese. Síntese que, por seu turno, pela vitalidade que em si encerra, é promotora de novas análises, já com uma visão mais alargada, na consciencialização de aspectos até aí ignorados ou menosprezados, porque nunca haviam sido postos em conjunto. Novas análises, portanto, a desembocarem, necessariamente, em nova síntese. E assim se avança.» (in Encarnação, 2009)

Dificuldades
De entre os problemas encontrados para o seu estudo salientam-se os seguintes:
Estado actual
O maior problema na definição dos itinerários é saber como «encaixar» os múltiplos troços espalhados pelo país no vasto sistema viário romano do qual ainda só se conhece uma pequena parte. Para além das vias principais mencionadas no Itinerário de Antonino, existiam uma grande quantidade de outras vias que interligavam oppida, vici e portus. Aliás, foi esta teia de comunicações que permitiu o grande desenvolvimento económico durante a época de domínio romano e mostra bem como uma rede viária bem planeada pode potenciar a riqueza de uma região, criando uma matriz de desenvolvimento territorial que ainda hoje é bem visível no terreno.

Outros vestígios importantes
Ao longo dos Itinerários são indicados os vestígios e indícios da antiga via como miliários e mansiones, mas também se indicam outros vestígios directamente relacionados com a via como villae, necrópoles, castros romanizados, explorações mineiras e agrícolas, etc, já que frequentemente estes vestígios estão associados à passagem da via na sua proximidade:
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Sobre as Estradas


A rede de estradas dividia-se em Viae Publicae (também chamadas de Militares ou Consulares) que formavam a rede principal que interligava todo o Império Romano, correspondendo actualmente às nossas estradas nacionais, as Viae Vicinales, estradas secundárias que ligavam os povoados às grandes vias e as Viae Privatae ou Agrari, caminhos agrícolas ou de acesso privado.

Nada melhor que seguir a explicação Siculus Flaccus, cônsul romano, na sua obra «De condicionibus agrorum»:
«As vias não têm um estatuto único. Existem as Viae Publicae que são construídas com fundos públicos, recebendo o nome do seu promotor. O Curator Viarum era responsável pela supervisão da via cuja construção era adjudicada a empreiteiros. Para a manutenção de algumas delas é fixada uma determinada soma aos proprietários em função da via em causa. Em contrapartida as Viae Vicinales, partindo das Viae Publicae, servem os campos ou ligam a outras Viae Publicae. São construídas noutras modalidades, pelos responsáveis regionais que, em geral, exigem aos proprietários os trabalhos de manutenção.»
Ler online in «De condicionibus agrorum» Cap. XIX.

Um Sistema Viário
Cavaleiro de Caires
O Cursus Publicus é assim um sistema totalmente hierarquizado, planeado para cobrir todo um território, (é sabido que já na época existia um sistema de distribuição postal que só viria a ser novamente implantado em 1520 com a criação do cargo do Correio-mor, instituindo assim o «serviço público» de correios em Portugal), e apoiado numa rede de estações de apoio aos viajantes, desde as chamadas mutationes, pequenas estações de muda de montadas e condutores, separadas por 10-12 milhas (15-18 km), às chamadas mansiones, albergarias onde os viandantes poderiam reabastecer, saciar a fome e pernoitar. Estas mansiones estavam estrategicamente distribuídas de modo a proporcionar alimentação e repouso no fim de cada etapa do caminho que em média rondariam um pouco menos de 30 milhas (44 km); por curiosidade refira-se que este valor é muito próximo do utilizado entre estações de serviço das nossas actuais auto-estradas. E por fim as stationes que dispunham de uma pequena guarnição militar para garantir a segurança e o controlo rede viária em locais perigosos ou de passagem obrigatória pelo que eram muitas vezes fortificadas. Ler artigo de A. Tranoy - «La route, image et instrument du pouvoir impérial dans le nord-ouest ibérique».

Após o fim do Império
Com o fim do período romano, o trânsito dissemina-se por uma infinidade de caminhos secundários sem grandes artérias que o canalizem e concentrem. Os grandes trajectos que ligavam as principais cidades da Península Ibérica caem em desuso, ficando toda a rede de estradas segmentada em rotas mais curtas. É também aqui que começam as sucessivas alterações, processo que dura até hoje. Perdida que estava a noção de conjunto, a rede foi evoluindo de uma forma natural, sem planeamento, criando novas rotas e abrindo caminhos aqui e além reutilizando troços das antigas vias imperiais, à medida que surgiam novos focos populacionais e uma nova ordem administrativa do país começava a tomar forma durante o período Tardo-Romano e Alto-Medieval. Com as invasões muçulmanas no século VIII, o fenómeno acentua-se com obras de restauro das vias existentes e muito provavelmente com a construção de novas vias, habitualmente designadas por Estradas Mouriscas. No entanto, hoje é praticamente consensual que a maioria destas estradas ditas «dos Mouros» corriam pelo leito da antiga via romana pelo que as referências muito frequentes em documentos alti-medievais à «strata mourisca» e «via mourisca», numa época em que a memória da presença romana já estava muito esbatida no imaginário popular, poderão indicar a existência duma via anterior de origem romana.

Da Idade Média à Idade Moderna
Este emaranhado de caminhos perdurou pela Idade Média com sucessivos restauros ainda bem visíveis por todo o território nacional, com renovação da calçada, construção de pontes e abertura de novas estradas, formando uma rede viária que ainda hoje facilmente identificável na paisagem. O serviço público de correios só volta a funcionar em pleno em 1797 com a criação por alvará régio da regulamentação «das postas, correios e diligências de terra e mar» (até então um ofício concedida a particulares) e no ano seguinte aparece o primeiro serviço de mala-posta, ou seja o transporte do correio por carro, instituído após a publicação das «Instruções para o estabelecimento das diligências entre Lisboa e Coimbra», redigidas pelo Desembargador Jozé Diogo Mascarenhas Neto, à data Superintendente Geral das Estradas, cargo que exercia desde 1791. Mascarenhas Neto tinha já editado no Porto em 1790 um interessante livro intitulado «Methodo para construir as estradas em Portugal» que lança as bases do futuro sistema viário nacional a partir dos conceitos romanos. Mas a rede viária só viria a ser reconstruída numa óptica moderna partir de meados do século XIX com a construção das Estradas Reais, finalmente recuperando a antiga lógica dos grandes trajectos romanos com um sistema de manutenção e de segurança eficazes, assente numa rede de albergues que retoma o conceito das mansiones romanas. A rede pretendia ligar os grandes centros populacionais da época e por isso acabam por muitas vezes seguir os traçados da antiga via romana, mas muitos outros emergiram da ordem administrativa medieval (como se pode ver aqui nesta proposta de lei de 1854 para as «Comunicações do Reyno»), pelo que são construídas novas estradas principais para ligar essas sedes administrativas, muitas deles localizados em locais de difícil acesso, levando à criação de uma rede intrincada e muito pouco eficiente que em vez de contornar as dificuldades topográficas como era apanágio da engenharia romana, acaba sujeita a essas dificuldades pela má escolha dos itinerários cuja matriz irá moldar a rede viária que vai ser construída no século seguinte e que em grande parte subsiste nos dias de hoje.

No século XX
Só nos anos 30 do século passado com o notável trabalho da JAE é que foi possível converter esta rede num sistema viário uniforme, com padrões modernos de circulação e melhor sinalização através da recuperação do conceito de Miliário com os Marcos Quilométricos. Ainda hoje se podem ver muitos destes marcos nas estradas portuguesas, mas infelizmente a maioria foi arrancada pelo que voltamos a perder a noção do quilómetro nas estradas secundárias. Mas a totalidade dos conceitos introduzidos pela rede viária romana só vieram a ser integralmente aplicados com a construção da rede de auto-estradas, iniciada nos anos 60, mas que só viria a ser completada nos anos 90 com a entrada de Portugal na CEE. Enfim, demoramos quase 2000 anos a recuperar o método de construir de estradas, como aliás quase toda a engenharia romana, no entanto, é inquietante perceber que a tecnologia de construção sempre esteve aqui. Séculos de barbárie não conseguiram destruir este legado e hoje que aprendemos o que ele significa estamos a ponto de o destruir.

Técnicas Construtivas
A evidência arqueológica mostra que existia uma grande diversidade de soluções construtivas em função das características do local da construção e dos materiais disponíveis em seu redor se bem que a maioria segue os mesmos princípios construtivos. Ora esta variedade observada no terreno contraria a 'tradicional' estrutura da via defendida até muito recentemente pelos historiadores da antiguidade clássica e que era baseada numa descrição de Vitrúvio relativa à construção de pavimentos em mosaico que não eram obviamente destinados a suportar o tráfego rodoviário, embora seja admissível que fossem utilizados os mesmos princípios construtivos em ambas as situações. Assim o esquema 'tradicional' do corte da via que é apresentado abaixo é apenas uma versão idealizada e monumental da via com um total de 4 camadas cobertas por um lajeado em pedra, modelo que poucas vezes é observada no terreno.
Estrutura da Via
1. fossa e sulci - leito terraplanado e sulcos laterais para escoamento de água.
2. statumen - camada inicial como fundação com grandes pedras irregulares sem argamassa para assegurar a estabilidade do pavimento e facilitar o escoamento de águas.
3. rudus ou ruderatio - camada intermédia constituída por uma argamassa de cal e cascalho grosso.
4. nucleus - camada superior constituída por uma argamassa mais fina de cal, gravilha, areia grossa ou fragmentos de tijolo disposta em camadas regulares e bem calçadas.
5. summa crusta, dorsum - camada final aplanada de lajes poligonais, eventualmente coberta por uma argamassa feita de cal e areia para formar um piso liso e suave para rodados.
Esta configuração pode ser observado dentro das cidades ou na sua periferia, mas nos troços extra-urbanos, optavam em regra por uma solução mais simples que consistia na abertura de uma valas onde eram depositados várias camadas de substrato formado por uma mistura de cascalho e areia, onde assentava a superfície de rodagem constituída por uma mistura bem compactada de materiais mais finos (gravilha, areia, cal, cacos cerâmicos, etc), eventualmente acrescentando seixos do rio para maior resistência, proporcionando um piso confortável e rápido para o trânsito de veículos rodados; esta estrutura, designada por agger, formava um talude sobrelevado na paisagem envolvente o que também facilitava o escoamento de águas pluviais. Aliás, foi esta simplicidade de métodos que permitiu a criação de uma tão extensa rede viária (cerca de 87.000 km de extensão!), obra de todo impossível acaso utilizassem o modelo de lajeado utilizado nas cidades (ver artigo de Michele Matteazzi).

Nem todo o caminho de lajes de pedra é romano
Esta falsa ideia de que todas as vias romanas eram calçadas com lajes de pedra surgiu da observação das ruas urbanas onde era frequente a utilização de lajes como camada final para melhorar a salubridade pública, facilitando a sua limpeza. Daqui se concluiu erradamente que toda a via romana teria que ser coberta com lajes de pedra, o que seria impróprio para a circulação de veículos com rodados a grande velocidade; sempre que o terreno permitia, a opção mais comum nas estradas inter-cidades era a adopção de uma camada final compactada e lisa mais adequada aos veículos rodados.
A tradição histórica de que todas as vias romanas eram calçadas com lajes de pedra é hoje vista como uma excepção no contexto do sistema viário romano, sendo apenas utilizada em locais onde a grande pluviosidade e grandes pendentes obrigam a esse reforço da estrada; (ver artigos de Isaac Moreno Galo).

A discussão continua...
Deste modo, o facto de um caminho antigo ser calcetado nada garante quanto à sua origem romana, na realidade a maior parte das calçadas que vemos hoje foram construídas na Idade Média. Certamente que muitas delas estão assentes na antiga via romana, mas a calçada que hoje vemos é muitas vezes o resultado de múltiplas reparações ao longo dos séculos. A verdade é que hoje sabemos que via romana era construída procurando a solução mais eficiente em termos económicos e funcionais, adaptando a engenharia de construção às condições no terreno e do clima envolvente, recorrendo por regra aos materiais existentes nas proximidades da via. A utilização de um revestimento em pedra calçada estaria reservada para as zonas declivosas e com forte precipitação de modo a preservar a sua integridade estrutural durante os invernos chuvosos e facilitar a passagem de carros com rodados. Estes factos podem ser observados nas diferentes soluções construtivas adoptadas no Norte e no Sul de Portugal: se no Alentejo, as vias são em geral em terra batida sobre uma estrutura de rudus relativamente simples, no Norte do país, prevalecem os grandes troços calçados por vezes com importantes estruturas de suporte para melhor resistirem às intempéries e permitir um traçado em altitude sobre encostas abruptas. Esta discussão sobre a caracterização das vias continua...

Como identificar sinais de romanidade?
Caminhos estreitos e com grandes declives não são habitualmente romanos. Isto só acontece para vencer obstáculos como rios em troços de montanha; de resto tem que se ver pelo menos algumas características que mostram que a origem do traçado é romano, como um alinhamento perfeito, curvas com arcos de curvatura correctas, uma utilização subtil dos próprios acidentes de terreno (como pedras), em resumo, características que demonstram a utilização de matemática e instrumentos de medida de precisão na sua construção, marcas indubitavelmente romanas. Ver artigo de William Ramsay.

O significado dos termos «Via» e «Calçada»
Nos itinerários os termos Via & Calçada significam:
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Sobre os Marcos Miliários


Miliários de Bertiandos Os miliários encontrados ao longo do trajecto são a principal evidência da passagem da via. Ao contrário de pontes e calçadas, não há dúvida quanto à sua origem romana, mas muitos estão deslocados da sua posição original, outros muito danificados, potenciando erros e aumentando as dúvidas sobre a verdadeira rota de passagem da via romana. As suas inscrições são uma fonte crucial para entender o sistema viário romano ao indicar o ponto de partida e as respectivas milhas percorridas ou, por vezes referindo os trabalhos de reparação efectuados na via, como é caso do miliário deslocado para o Solar de Bertiandos em Ponte de Lima (na imagem) na frase «vias et pontes temporis vetustate conlapsos restituerunt».

Miliários na Via Nova O uso de inscrições pintadas também era de uso corrente, o que poderá explicar o grande número de miliários anepígrafos encontrados. Sendo um reflexo do momento histórico durante o qual foram esculpidos, também neles é notória a deterioração de toda a organização do império à medida que este caminhava para o seu fim. Quando comparamos os magníficos marcos miliários do tempo de Augusto e Adriano que integravam as grandes viae militares com os marcos toscamente esculpidos do fim do império espalhados por uma infinidade de variantes torna-se evidente a progressiva deterioração das técnicas utilizadas à medida que o império se aproximava do seu término. As sucessivas alterações políticas e administrativas, com a fundação de novas civitates e logo novos pontos de partida para a contagem das milhas, os caput viae, levam a que hoje se possa encontrar numa mesma via miliários com indicação a dois caput viae diferentes como é o caso da Via XVII que liga Braga a Chaves onde tanto há miliários indicando a distância a Braga como outros que indicam a distância a Chaves. Outro sinal destas alterações aparecem em alguns miliários cuja marcação de milhas indica a distância, não a cidades importantes mas a fronteiras ou limites territoriais, mostrando que a rede viária estava agora a ser gerida por governos provinciais, mais preocupados com o seu territorium do que com a sua integração no vasto império. Mais sobre os miliários neste artigo de Vasco Mantas: «Os miliários como fontes históricas e arqueológicas».
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Sobre as Pontes


Ao longo dos milhares de quilómetros de vias espalhadas pelo país, existiam um grande número de pontes romanas. Infelizmente a maioria já está destruída, umas pela acção do tempo e das intempéries, outras, a maioria, destruídas propositadamente pelo homem, quer por ignorância, quer pelas sucessivas guerras e invasões que assolaram o nosso território. Assim, muitas das estruturas ditas «romanas» são na realidade toscas reconstruções efectuadas na Idade Média, ou mesmo na Idade Moderna, eventualmente em cima dos alicerces originais.

O número de pontes ditas «romanas» varia muito em função dos critérios adoptados para a sua classificação e é um assunto muito pouco consensual entre os investigadores. A largura e horizontalidade do tabuleiro, a simetria dos arcos, as pedras almofadadas e as marcas de fórfex são algumas das características apontadas para certificar a sua origem romana, mas é sabido que nem todas as obras romanas seguiam estritamente este padrão pelo que se torna muito difícil atestar da sua cronologia. Assim a classificação das pontes tenta distinguir entre pontes com nítidos indícios romanos, quer pelas técnicas construtivas usadas - designadas por «Pontes Romanas» - quer pela presença de materiais romanos reutilizados nas posteriores reconstruções na Idade Média e mesmo na Idade Moderna - designada por «Ponte Romana-Medieval» - das restantes pontes antigas que apesar da ausência de vestígios romanos na sua construção, estão no entanto no alinhamento de comprovadas rotas romanas pelo que é possível admitir a existência de uma ponte anterior - designadas por «Ponte Romana?-Medieval.
uma infinidade de outras pontes ditas "romanas" espalhadas por todo o país, por vezes assente numa vaga tradição popular, outras vezes baptizadas por autores mais ou menos imaginativos mas para as quais não há qualquer evidência de romanidade. No geral a designação é adoptada sem critério a toda e qualquer ponte construída em pedra que tenha um ar antigo e algo tosco. Estas supostas "pontes romanas" que aparecem em guias turísticos, em sinalética viária e até mesmo em monografias "oficiais" têm criado uma falsa percepção da engenharia romana. Não que essas pontes não mereçam a devida atenção pois são afinal o reflexo da nova ordem social da Idade Média, mas apenas porque elas desviam atenção das importantes pontes romanas que ainda restam em Portugal.

As grandes pontes romanas em Portugal
Apesar do abandono e quase por milagre em Portugal sobrevivem quatro pontes romanas de grande dimensão que mantêm a traça original, apesar de terem sofrido reparações posteriores:


Todas estas pontes estão em perfeitas condições rodoviárias e com duas vias de circulação, ainda hoje suportam o tráfego moderno. (tragicamente não se pode dizer o mesmo de algumas pontes bem mais recentes). Como ainda hoje estão integradas na rede nacional de estradas, o viajante menos avisado poderá já ter passado por elas sem se aperceber da sua antiguidade. É o caso da pouco conhecida Ponte da Pedra em Torre de Dona Chama (concelho de Mirandela), inserida na EN206 entre Valpaços e Bragança lançada sobre o rio Tuela, uma notável construção que permanece praticamente ignorada por quem viaja por esta estrada por ainda não existir qualquer sinalética avisando que se trata de uma importantíssima «Ponte Romana» (vide 41.665464, -7.146000). No caso da Ponte de Vila Formosa entre Ponte de Sor e Alter que serviu durante muitos anos a EN369 até à sua recente "aposentação" com a construção da nova ponte em betão mesmo ao lado, solução muito questionável como cenário de fundo de uma ponte romana que fica agora "esmagada" pela plasticidade e leveza que permite hoje os modernos viadutos em betão (mas não na durabilidade) (vide 39.216206, -7.784759). Todas estas pontes receberam no entanto alterações, quase sempre pouco felizes, como a alteração das guardas, dos pisos (foram ou ainda são estradas nacionais!) até ao cimentar dos arcos como na recente intervenção na Ponte de Segura, concelho de Idanha-a-Nova (39.817396, -6.981821). Todas elas apresentam também fortes evidências da sua origem romana como a horizontalidade, a simetria, a modularidade construtiva e as marcas de fórfex. Vídeo sobre a Ponte Romana de Chaves.


Outras pontes em Portugal
Para além destas obras grandiosas, existe um conjunto de pequenas pontes romanas espalhadas pelo país que também merecem ser destacadas. A maioria está ao abandono, apesar de não haver dúvidas quanto à sua origem romana. Nestas pequenas pontes também é possível observar a excelente técnica de construção romana pelo que são monumentos que deveriam receber a atenção dos responsáveis pela protecção do património:

Duas pontes de um só arco inseridas no Itinerário XVII entre Braga e Astorga:

Ponte Romana de S. Lourenço, à saída de Chaves.

Ponte Romana do Arquinho em Possacos, Valpaços.

e várias outras espalhadas pelo país como por exemplo:

Ponte Romana do Arco em Vreia de Jales servindo a exploração mineira de Três Minas.

Ponte Romana da Bobadela junto ao cemitério da aldeia, antiga sede da civitas da região de Oliveira do Hospital.

Técnicas Construtivas
Muitas das obras eram levadas a cabo pelos legionários que integravam necessariamente engenheiros capazes de aplicar as diversas técnicas construtivas então conhecidas, planeando e construindo as mais diversas obras em regiões estranhas e inóspitas, separadas por centenas de milhas, com uma enorme variedade de materiais e num curto espaço de tempo, disseminando assim estas técnicas pelos quatros cantos do vasto império. Com a solidificação da pax romana as autoridades civis resultantes da nova organização administrativa do território substituem a ordem militar na promoção das grandes obras públicas que passam do domínio da estratégia militar (por exemplo nas travessias dos grandes rios como o Guadiana com a sua ponte romana associada à fundação ex-nihilo da colónia de Iulia Augusta Emerita, actual Mérida) para uma esfera cada vez mais económica em torno da exploração dos recursos existentes nestes novos territórios. Devido à sua durabilidade, as pontes romanas construídas em pedra são as únicas que permaneceram de pé até aos nossos dias, mas é um facto histórico que muitas das pontes romanas foram construídas em madeira (Pons Roboreus), assentes em pilares (Pons Sublicius). No entanto, os vestígios dessas pontes são extremamente raros pelo que se torna difícil desvendar as técnicas utilizadas na sua construção. Sabemos que a madeira seria usada nas travessias mais acidentadas e quando se pretendia uma construção em tempo recorde. Por exemplo, em A Guerra das Gálias, Júlio César refere a construção de uma ponte em madeira sobre o rio Reno em 10 dias (!). Em Portugal não sabe se existiam pontes deste tipo, embora se possa suspeitar da sua existência em algumas travessias onde não temos vestígios de qualquer ponte em pedra apesar de aí passar seguramente a via romana, mas nestes casos é mais provável que a travessia se fizesse por barcas, um sistema que perdurou até ao século XX.

Uma cartilha de construção
Espalhadas pela Europa e Norte de África, estas obras mostram uma cartilha de construção comum, traduzindo os conhecimentos da época que nos seus princípios gerais, tem permanecido inalterada até aos dias de hoje. Da surpreendente Ponte de Alcântara sobre o rio Tejo, próximo da fronteira Luso-Espanhola de Castelo Branco, à incrível Pont du Gard, ponte-aqueduto sobre o rio Gard em Nimes, passando pela Ponte di Nona, na Via Prenestina em Roma.
Puente de Alcântara, Espanha.    Ponti di Nona, Itália.       Pont du Gard, França.

Partindo de um único módulo base, um arco de volta perfeita assente em dois pilares, era possível construir pontes nos mais variados terrenos, com duas vias, perfeitamente planas e pavimentadas para tráfego rodado. Pegando nesse módulo é possível alterar a dimensão do arco e do pilar de modo a ajustar-se ao local, mas mantendo as proporções entre ambos e assim garantindo a sua robustez sem comprometer a sua horizontalidade.

Ponte de Alcântara
 Esta técnica pode ser observada na Ponte de Alcântara que é sem dúvida o monumento mais importante da rede viária que sobreviveu até aos nossos dias. Para nossa sorte a ponte é facilmente acessível a partir de Portugal porque está localizada junto à fronteira Luso-Espanhola de Segura, a 20 km de Castelo Branco.


Vídeo sobre a Ponte Romana de Alcântara

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As Marcas de Fórfex
Tenaz Romana
Uma das características mais relevantes para atestar a origem romana destas pontes é a existência de Marcas de Fórfex. Estas são pequenas cavidades em lados opostos dos silhares, permitiam a entrada do fórfex, ou tenaz, da grua mecânica para levantamento e colocação em posição dos blocos usados na construção da ponte.


Marcas de Fórfex A aplicação de tecnologia avançada, recorrendo a maquinaria pesada, permitia erguer uma ponte com grande rapidez com um número limitado de homens. A velha tradição do uso massivo de mão-de-obra escrava não tem cabimento à luz do que sabemos hoje. Assim muitas outras questões interessantes se levantam, como sejam o desvendar da organização e métodos aplicados na sua construção.
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O estudo das Vias Romanas
O estudo das vias romanas tem-se revelado uma tarefa herculeana devido ao gigantismo da rede viária que foi construída ao longo dos 6/7 séculos que durou o império. Só para estudar a rede principal de estradas, ou seja o conjunto de Viae Publicae que interligavam as principais cidades, portos e colónias (o equivalente na época às nossas auto-estradas) constitui uma empresa de enorme dificuldade, atendendo a que a rede tinha cerca de 87.000 km de extensão! Perante este número esmagador torna-se claro que o seu estudo nunca poderá ser efectuado por um homem só nem mesmo por uma universidade ou país. Assim, empreender tal tarefa obriga a uma intensa cooperação internacional num esforço conjunto para compilar e interpretar todos os dados existentes referentes à maior obra de engenharia jamais levada a cabo na antiguidade. Ora, é isto mesmo que vem acontecendo e apesar das enormes dificuldades de uma operação desta dimensão, é possível que num período de algumas décadas se possa ter um estudo de toda rede viária romana que nos permita ter uma ideia mais concreta do modelo político e económico que a manteve operacional durante mais de 700 anos, e já agora, também sobre a história dos últimos 2300 anos atendendo a que esta rede se manteve em uso até aos nossos dias, sendo sucessivamente reparada ao longo dos séculos.

Mas é só no Renascimento que o assunto começa a ser tratado com interesse científico. Este despertar para a engenharia romana esteve na base do posterior desenvolvimento das redes viárias por toda a Europa a partir do século XVII. A necessidade de estabelecer novamente os princípios básicos de construção de uma rede viária levou a que alguns eruditos Europeus tivessem a ideia de utilizar os ensinamentos romanos na definição da futura rede viária Europeia. É assim que surgem algumas obras de fôlego que «atacam» o problema de uma forma global, nomeadamente com a publicação em França em 1622 da «História dos grandes caminhos do Império Romano" pelo erudito Francês Nicolas Bergier que viria a influenciar todos os estudos posteriores.

Este esforço mundial para o levantamento da rede tem-se concretizado em várias iniciativas promovidas por fortes instituições universitárias como é o caso do Corpus Inscriptionum Latinarum (ou CIL) iniciado por Theodor Mommsen em 1857 e que dá início na Alemanha a um trabalho sistemático de recolha de todas as inscrições latinas conhecidas; este corpus continua a crescer e hoje conta já com 17 volumes em 70 partes e abrange cerca de 180.000 inscrições, mas que está longe de estar terminado com a adição todos anos de novas inscrições. Na senda do CIL surgiram outras iniciativas similares um pouco por toda a Europa como é o caso do «L'Année Epigraphique» iniciado por René Cagnat em 1888. É neste espírito que surge no início do século XX (1928) o projecto internacional Tabula Imperii Romani ainda activo que tenta agrupar todos os vestígios romanos conhecidos em cartas geográficas, mas que se tem revelado um tarefa muito lenta e difícil devido à dispersão actual dos dados disponíveis por uma multiplicidade de publicações e suportes.
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Panorama actual do estudo
O sistema viário romano era baseado num astucioso e versátil sistema de financiamento que permitia tanto uma gestão das macro ligações entre os grandes focos de desenvolvimento na época a nível imperial, como uma gestão a nível regional da rede de estradas secundárias que interligavam minas e povoados romanos que muitas vezes não eram mais que pequenos oppidum fortificados que funcionavam como capitais de um territorium de cariz tribal. Assim esta organização da rede permitia tanto a construção e manutenção de vias com milhares de quilómetros de extensão, como na intrincada rede de vias secundárias interligando pequenos povoados. O financiamento destas obras teve diversas configurações e evolui muito ao longo da era romana, mas os seus traços fundamentais mostram um desenvolvimento muito próximo do actual, por exemplo no envolvimento de fundos das diversas populações que iriam beneficiar com as obras viárias em vez de um financiamento directo dos cofres imperiais (grandes obras como a Ponte de Alcântara e a Ponte de Chaves foram construídas neste modelo), configurando um sistema de parcerias público-privadas que vieram a ter tanto uso em tempos recentes. Este assunto continua muito pouco estudado, mas é perceptível que do seu estudo poderíamos retirar muitos ensinamentos sobre como manter a rede viária gigantesca que entretanto foi criada no século XX por todo o mundo e que é necessário manter em funcionamento sem custos exorbitantes. Um problema muito actual e que tem a ver a com a sustentabilidade da construção e manutenção de estradas no século XXI.

Depois da compilação de dados (os corpus) e da posterior disponibilização pública (internet) é necessário avançar com um estudo global do modelo de construção e gestão das vias. De facto sabemos hoje que a engenharia romana utilizada em pontes e minas recorria a fontes de energia renovável para produzir a força-motriz necessária para fazer mover a maquinaria utilizada quer na sua construção quer (no caso da minas) da sua própria operação. A sustentabilidade da engenharia romana é hoje um facto comprovado e seu estudo e conhecimento seria muito útil para uma análise crítica do nosso actual modelo de construção e manutenção de estradas que necessita urgentemente de uma forte revisão de métodos e processos que lhe possa assegurar a sua sustentabilidade em pelo menos um século que é a expectativa de saturação esperada para o modelo energético actual. Mas a realidade é que este trabalho continua por fazer.
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Que futuro para a tecnologia romana
A tecnologia romana de construção de pontes guarda ainda muitos segredos por desvendar para além da eficácia óbvia das suas obras, como a durabilidade e a usabilidade; no entanto a sua eficiência é ainda mais surpreendente porque os meios tecnológicos utilizados na época eram bastante reduzidos face aos resultados obtidos, recorrendo a conceitos avançados como a modularidade, proporcionalidade, materiais locais e o uso da força dos rios como força motriz da maquinaria aplicada na sua construção. Todo este conhecimento foi entretanto perdido pelo homem, numa travessia do deserto que só viria a terminar com o recente e súbito desenvolvimento tecnológico. No entanto, o modelo energeticamente eficiente da tecnologia romana continua a ser uma verdadeira solução de sustentabilidade que nos poderá ser muito útil no futuro.
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Os documentos



Itinerarium Antonini O Itinerário de Antonino (Itinerarium Provinciarum Antonini Augusti) é sem dúvida o documento mais importante para o estudo das vias romanas. Trata-se de uma compilação dos principais itinerários romanos redigida talvez nos finais do século III d.C., ou seja no período de Diocleciano, indicando a sequência de estações viárias ou mansiones ao longo desses itinerários assim como as distâncias entre essas estações. Constitui assim um vasto retracto do antigo sistema viário romano e portanto uma fonte decisiva para a identificação do percurso das vias romanas. A versão que chegou até nós é uma cópia medieval do original escrito no séc. III d.C. O seu estudo tem levantado sérias dúvidas sobre a exactidão das estações e distâncias mencionadas, sendo provável que os copistas tenham cometido erros na sua transcrição ou até introduzido correcções segundo as suas interpretações. Dessa forma existem publicações dos itinerários com significativas diferenças que espelham essas dúvidas. Em 1735, Petrus Wesseling publica em Amsterdam o «Vetera Romanorum Itineraria, sive Antonini Augusti Itinerarium, Itinerarium Hierosolymitanum, et Hieroclis Grammatici Synecdemus». Mas a edição mais conhecida do itinerário foi publicado em Berlin no ano de 1848 pelos editores Gustav Parthey e Moritz Pinder com o título «Itinerarium Antonini Augusti et Hierosolymitanum». Mais tarde, em 1929, é publicada por Otto Cuntz em Stuttgart o «Itineraria Romana. vol. I: Itineraria Antonini Augusti et Burdigalense» que é a versão mais utilizada actualmente.

Não existe correspondência directa entre «vias romanas» e «Itinerários de Antonino» pois este documento foi pensado como um guia de viagem para grandes distâncias, utilizando as diversas vias existentes como alternativas de percurso entre esses importantes povoados, como por exemplo nos três itinerários Lisboa-Mérida ou nos quatro itinerários Braga-Astorga, formando uma verdadeira teia de percursos alternativos que permitiam grande flexibilidade de percursos, ensaiando já na época algumas das características da actual rede viária.

O itinerário apresenta a sequência de mansiones, ou seja apenas as estações onde existiam estalagens, omitindo aparentemente as numerosas mutationes que certamente existiam ao longo do seu percurso. Estas estações ou mansiones localizavam-se na periferia da via para dar apoio aos viandantes pelo que estavam localizadas não só nas grandes civitates como em lugares pouco povoados ou mesmo inóspitos que herdavam o nome que algum povoado ali próximo, um vici ou castella, tornando muito difícil a sua identificação no terreno. Parece ser esse o caso da estação de Pinetum no Itinerário Braga-Chaves-Astorga que corresponde ao modesto Castro de Valtelhas, mas que se situa estrategicamente junto da travessia do Rio Tuela; outras mansiones fazem referência ao nome do próprio rio (como a estação Ad Atrum flumen, literalmente «junto do Rio Atro», a oriente de Évora) ou directamente à Ponte Romana que o atravessava (como a mansio Ponte Neviae).

O imenso trabalho já realizado permite hoje dizer que globalmente os itinerários têm uma grande precisão mesmo para os padrões actuais, agora que se começa a entender os equívocos induzidos pela cópia medieval e posteriores reedições. Com pequenas correcções é visível um acerto das distâncias indicadas com o que é medido no terreno, apesar de alguns continuarem a resistir ao entendimento como é o caso do problemático Itinerário XXI que apresenta uma sequência de estações incongruentes nas distâncias no troço entre Évora e Beja. A hipótese mais provável é que esta sequência não tem significado e são distâncias medidas em estrela a partir dos caput viae em Évora e Beja. A dúvida subsiste.


Naturalis Historiae A História Natural (Naturalis Historiae) de Caio Plínio o Velho (Caius Plinius Secundus), obra primordial em 37 livros, onde se descrevem as principais características geográficas das províncias do império romano, enumerando povos, cidades e rios. Não há referências à rede viária mas a indicação das fronteiras e respectivas distâncias, permite-nos deduzir a localização de algumas estações viárias e a sua articulação. Ler em Latim no site de Lacus Curtius e uma tradução para Inglês do site Perseus. Em relação ao território nacional podemos ler que Bracara era composta por 24 Civitates das quais nomeia algumas: «Simili modo Bracarum XXIIII civitates CCLXXXV capitum, ex quibus praeter ipsos Bracaros, Bibali, Coelerni, Callaeci, Equaesi, Limici, Querquerni citra fastidium nominentur». (III, 4, 28)

No Capítulo IV descreve a Lusitânia, onde começa por enumerar alguns povos e oppida: A Durio Lusitania incipit. Turduli veteres, Paesuri, flumen Vagia, oppidum Talabrica, oppidum et flumen Aeminium, oppida Conimbrica, Collippo, Eburobrittium. («No Douro começa a Lusitânia. Aqui temos os Túrdulos Velhos, os Paesures, o rio Vouga, o oppidum de Talabriga, o oppidum e rio de Aeminium, os oppida de Conímbriga, Collippo e Eburobrittium») (NH, IV, 35)

E pouco depois continua, com uma descrição geral da província: «Universa provincia dividitur in conventus tres, Emeritensem, Pacensem, Scalabitanum, tota populorum XLV, in quibus coloniae sunt quinque, municipium civium Romanorum, Latii antiqui III, stipendiaria XXXVI. coloniae Augusta Emerita, Anae fluvio adposita, Metellinensis, Pacensis, Norbensis Caesarina cognomine; contributa sunt in eam Castra Servilia, Castra Caecilia. quinta est Scalabis quae Praesidium Iulium vocatur. municipium civium Romanorum Olisipo, Felicitas Iulia cognominatum. oppida veteris Latii Ebora, quod item Liberalitas Iulia, et Myrtilis ac Salacia, quae dixmu» («Toda a província divide-se em três circunscrições, Emeritense, Pacense e Escalabitano, totalizando 45 povoações, entre as quais 5 são colónias, um é município com cidadania Romana, 3 detêm os antigos direitos Latinos e 26 são tributárias. As colónias são Augusta Emerita, situada junto do rio Guadiana, Metallinum, Beja e Cáceres, cognominada de Cæsariana. A quinta colónia é Scallabis, também chamada de Præsidium Julium. Lisboa, cognominada de Felicitas Julia, é município de cidadãos romanos. As cidades com os antigos direitos Latinos são Évora, também chamada de Liberalitas Iulia, Mértola e Alcácer, já mencionadas anteriormente.») (NH, IV, 35)

Segue-se uma extensa, mas não exaustiva lista de populi e civitates da Lusitânia, «Stipendiariorum quos nominare non pigeat» («entre os tributários que importa referir temos os) «Augustobrigenses, Aeminienses, Aranditani, Arabricenses, Balsenses, Caesarobrigenses, Caperenses, Caurienses, Colarni, Cibilitani, Concordienses, Elbocori, Interannienses, Lancienses, Mirobrigenses qui Celtici cognominantur, Medubrigenses qui Plumbari, Ocelenses, Lancienses, Turduli qui Bardili et Tapori» (NH, IV, 118), cujas capitais e limites territoriais continua ainda em parte por decifrar (Guerra, 1995). Ver abaixo listagem de povos romanos .


Corografia de Pompónio Mela A Corografia de Pompónio Mela (Pomponii Melae) foi escrita no ano 43 a.C. com o título Uma Descrição do Mundo (De Situ Orbis) sendo também conhecida por De Chorographia. Sendo originário da vizinha Bética, Mela descreve algumas cidades da Lusitânia no capítulo Hispaniae Ora Exterior. Ver aqui o seu mapa-múndi.


Geografia de Estrabão A Geografia (Geographia) de Estrabão (Strabo) é uma obra em 17 Livros, escrita no ano 17 d.C. Em 1878 Gabriel Pereira publicou uma tradução em «Descrição da Península Ibérica Livro 3º da Geografia de Strabão». Ver aqui a reconstituição do seu mapa-múndi.


Geografia de Ptolomeu A Geografia (Geographia) de Cláudio Ptolomeu (Claudius Ptolemaeus) escrito no século II d.C., contendo as coordenadas geográficas das cidades e rios do mundo conhecido da época, incluindo a Lusitânia e a província Tarraconense. A localização das povoações mencionadas continua condicionada pelas dúvidas que rodeiam as coordenadas indicadas por Ptolomeu, com várias incongruências difíceis de deslindar. É óbvio que muitos dos povoados romanos dos quais desconhecemos o nome latino estarão na lista de Ptolomeu, mas até hoje não se conseguiu sequer propostas minimamente sólidas para muitas delas. Ver abaixo lista de oppida; Ver aqui uma reconstituição de um mapa-múndi e de um mapa da Hispânia baseado nas suas coordenadas. Ler aqui uma tradução em latim de 1540 e aqui uma edição no original grego de 1843.


Cosmografia de Ravena A Cosmografia do Anónimo de Ravena (Ravennatis Anonymi Cosmographia) é uma obra em cinco volumes escrita provavelmente no século VII d.C. por um desconhecido monge do Mosteiro de Ravena a partir de fontes do século V, reflectindo já a nova ordem política do período visigótico. O documento enumera de forma algo confusa as cidades e povoados existentes em cada região do império, deturpando muitos dos topónimos conhecidos de outras fontes clássicas e sem indicar as distâncias entre si; no entanto é possível fazer um paralelismo entre a sequência com que são listadas com a sequência de estações viárias apresentadas no Itinerário de Antonino pelo que se torna um documento muito importante para o estudo das vias romanas. Ver aqui uma reconstrução do seu mapa-múndi e aqui este artigo de Luís Fraga.

Em termos de território nacional interessa-nos particularmente a passagem no capítulo IV.43, onde enuncia uma lista de civitates partindo da Bética, passando pela Lusitânia e terminando em Bracara Augusta, numa sequência muito similar aos itinerários XXI, XII e XVI do I.A.: «Item super fretum Septem sunt civitates, id est Bepsipon, Merifabion, Caditana Portum, Asta, Serpa, Pace Iulia, Mirtilin, Besurin, Balsa, Statio Sacra, Ossonoba, Arani, Salatia, Ebora, Malabiste, Celiana, Cetobricca, Abona, Olisipona, Terebrica, Langobrica, Ceno Opido, Calo, Augusta Bracaria»; ainda no mesmo capítulo, ao enumerar algumas civitates próximas do oceano, menciona Limea, Tude, Bonisana, Turaqua, sequência em tudo idêntica à apresentada no Itinerário XIX de Antonino na forma Limia, Tudae, Burbida e Turoqua (Rav. IV.43).

No capítulo seguinte, IV.44, surge a passagem «Item iuxta praedictam civitatem Augustam Meritam est civitas quae dicitur Plagearia, Massusaria, Abelterion, Aretio Praetorion, Perbrigam» desta vez em concordância com as estações indicadas no Itinerário XIV, nomeadamente Plagiaria, Matusaro, Abelterio, Aritio Praetorio e Ierabriga (Rav. IV.44).

No capítulo IV.4, ao enumerar as civitates da Bética que estavam sobre domínio de Hispalis (Sevilha), «Iterum iuxta praenominatam civitatem Hispalis est civitas quae dicitur Tema, Tusci, Hilpula, Onoba, Urion, Aruci, Fines, Seria», indicia a existência de uma via entre Onuba (Huelva) e Pace Iulia (Beja), partilhando com o Itinerário XXI as estações de Arucci, Fines e Serpa. (Rav. IV.45)

Finalmente, mais adiante do mesmo capítulo, ao enumerar as várias civitates próximas território de Bracara Augusta na passagem «Item in ipsa Spania iuxta civitatem quam praediximus Augustam Braccariam dicitur civitas Salaniana, Aquis Ocerensis, Aquis Cercenis, Gemina,...», há também concordância com a sequência Salaniana, Aquis Originis, Aquis Querquernnis e Geminis apresentada no Itinerário XVIII ou Via Nova.(Rav. IV.45)


Papiro de Peutinger O Papiro de Peutinger é uma cópia de um mapa romano com 7 m de comprimento efectuada em 1265 por um monge alsaciano e descoberto por Konrad Peutinger em Viena, no ano 1508 e conservada na antiga Biblioteca Imperial de Viena de Áustria. A partir daí tomou o seu nome e passou a ser chamada de Tabula Peutingeriana. Segundo Konrad Miller que fez a primeira edição moderna em 1887, o mapa teria sido baseado num mapa-múndi de Castorius (séc. IV d.C.) com base na referência a esse pouco conhecido autor no Ravennate, mas esta argumentação carece de confirmação. Infelizmente o mapa não dispõe de dados sobre o território português pois falta a primeira folha onde estaria representada a Península Ibérica e a parte mais ocidental das Ilhas Britânicas; estando mais exposta ao uso, esta parte do papiro acabou por chegar ao século XVI já irremediavelmente danificada. (ver aqui a hipotética reconstituição de Konrad Miller).


Avieno A Orla Marítima (Ora maritima) é um poema traduzido por Rufo Festo Avieno (Rufus Festus Avienus) no século IV d.C. a partir de um texto grego talvez do início do século VI a.C. do qual restam apenas 713 versos. Avieno terá feito correcções com base em autores posteriores, mas no essencial o texto revela o conhecimento que existia sobre a navegação pelo ano 600 a.C., numa região que era para os gregos ainda uma longínqua finisterra. O livro foi concebido como um diário de navegação numa viagem entre a cidade grega de Messalia e o território dos Tartessos na Península Ibérica, revelando cidades, portos, acidentes geográficos e povos ao longo da costa ibérica. Sendo a mais antiga referência ao actual território português, o seu valor é inestimável mas de difícil interpretação, em particular quando assinala os principais rios e respectivas distâncias na costa portuguesa no seguinte extracto (tradução de J. Ribeiro Ferreira), onde se refere o Guadiana, o Cabo Sagrado (Cabo de S. Vicente ou Sagres), a cidade de Ipa ou Ipsa (Vila Velha de Alvor) e Cilibe (?) no Algarve, a foz do Sado em Alcácer do Sal, onde menciona uma torre (seria um farol?) e a ilha de Achale, possivelmente Tróia, mas também as bocas dos rios Tejo, Douro, Lima e Minho, embora este último surja erradamente entre o Douro e o Lima. «Deste rio (Bétis ou Guadalquivir) até Ónoba [280]; e dali até Má[inoba] [78]; e entre esta cidade e a de Ipsa 24. Entre ela e o estuário do A[…], seguindo em linha recta na direcção da cidade de Cílibe, são [36] estádios. E, deixando a foz do Ana, sucede a ponta do Cabo Sagrado e até esse extremo lugar são 992 estádios. E rodeando o promontório até à torre dos Salacinos são 1200 estádios; e daí até à boca do rio Tejo 320; e desse ponto até ao rio Douro 1300; e depois desse rio encontramos, a 180 estádios, o rio Oblévion. Este também é chamado Letes ou Limaia. E entre ele e o rio Bénis são [120]» (in «A costa portuguesa em Artemidoro» de Jorge de Alarcão, 2010).


Artemidoro O Papiro de Artemidoro é um rolo de 2,5 m descoberto em 1994 em Antaiopolis no Alto Egipto e que apresenta aparentemente um mapa da Península Ibérica, mas infelizmente não existe qualquer legenda que revele o nome dos rios, promontórios, estradas e cidades aí representados. Tornou-se assim a mais antiga carta geográfica conhecida da antiguidade e claro também a mais antiga representação da Península Ibérica, precedendo em cerca de mil anos o mapa peninsular mais antigo que se conhecia (datado do séc. IX), mostrando que já na antiguidade as obras geográficas podiam conter mapas. Mais útil é a transcrição em grego do prólogo do Livro II da monumental obra em 11 volumes do geógrafo grego Artemidoro de Éfeso, intitulada Geographoumena que era conhecia apenas por citação de outros autores posteriores como Estrabão. Neste texto é apresentada uma descrição geográfica da Hispânia, percorrendo os principais pontos do périplo marítimo pelo que as distâncias são apresentadas em stadia. O papiro em si foi datado em torno do séc. I a.C., mas o texto poderá ter sido escrito posteriormente; o seu estudo continua. Relativamente ao território nacional, ver as leituras críticas em «O papiro de Artemidoro de Éfeso» por Luís Fraga da Silva, a «A costa portuguesa em Artemidoro» por Jorge de Alarcão e «Artemidoro entre os Salakeinoi?» por António Marques de Faria.


Itinerário de Gades O Itinerário de Gades (Itinerarium Gaditanum), gravado no séc. I d.C. em quatro vasos de prata cilíndricos, chamados Vasos Apolinares por terem sido descobertos em 1852 no lago das termas Aquae Apollinares em Vicarello, perto de Roma, descreve a rota entre Roma e o porto de Gaditana, actual Cádiz, pelo que não se refere ao território Português.


Vitruvius O Tratado de Arquitectura (De architectura), escrito por Marcus Vitruvius Pollio, obra escrita em dez volumes no primeiro século da nossa era, é sem dúvida o livro mais importante sobre tecnologia romana que chegou até nós. Infelizmente o autor não se refere especificamente à construção de vias, embora num capítulo sobre pavimentos aborde alguns dos princípios construtivos comuns à construção de estradas. (Ler aqui a versão original em Latim, uma tradução para Inglês ou esta tradução para Castelhano). Curiosamente, uma obra tão importante para o mundo contemporâneo esteve sem edição em Português até 2007, ano em que Justino Maciel publicou a sua excelente tradução.
Para um maior aprofundamento do tema arquitectura e da engenharia romana ver o trabalho de Isaac Moreno Gallo.

[VI]A ASTV[RICA]
AD BRACARA
ARGENTIOLVM
PETAVO[NIV]M
VI[NIATIA]
COM[PLEV]TICA
ROB[ORE]TVM
AD AQVAS
AQVIS ORIGINIS
SALA[N]IA
BRACARA


V
VIII
[...]
XII
XII
XV
VII
X
XII
 O Itinerário de Barro de Astorga é um conjunto de quatro placas de argila também conhecidas por Tabulas de Astorga, em exposição no Museu Arqueológico das Astúrias em Oviedo, cada uma contendo um itinerário da Hispânia romana, dos quais apenas um passa em território nacional, a Via Asturica ad Bracara na Tábua III. As placas terão sido da responsabilidade de um magistrado, um duúnviro local, visto que todas elas terminam com as letras C. LEp. M. II. VIR com a leitura de C(aius) Lep(idus) M(arci) Duúnviro. O séc. III d.C. será a cronologia mais provável. Aparentemente este itinerário segue a Via 17 do I. A. até Ad Aqvas, hoje Chaves, desviando daqui para noroeste rumo a Aqvis Originis, estação da Via Nova, provavelmente localizada em Baños del Rio Caldo (Lobios), contornando a Serra do Gerês pelo norte; daqui a Braga surge apenas uma estação, SALA[...]A que García Bellido leu como SALA[N]IA, ou seja a mansio Salaniana do Itinerário XVIII de Antonino ( Bellido, 1975) mostra que em Aqvis Originis tomava a Via Nova rumo a Braga. As distâncias indicadas pecam muito por defeito, podendo admitir-se uma unidade de medida superior à milha romana usada no I.A., o que gera uma grande discussão sobre a sua autenticidade. No troço entre Salaniana e Bracara indica o numeral XII enquanto no I.A. temos 21 milhas, o que dá um factor de conversão de 1.75, o que por sua vez colocaria Aqvis Originis a 17.5 milhas, ou seja muito próximo das 18 milhas indicada no I.A. O problema surge na distância desta a Ad Aqvas com o numeral VII, ou seja pouco mais de 12 milhas, distância insuficiente para chegar de Lobios a Chaves, obrigando a inserir uma ou mais estações intermédias. O mesmo se passa nas outras estações entre Asturica e Ad Aqvas. Ver proposta para itinerário no troço entre Ad Aqvas e Aqvis Originis.

Bergier L' Histoire des Grands Chemins de L'Empire Romain, publicado em França por Nicolas Bergier em 1622 é uma das primeiras obras que estuda a rede viária romana numa perspectiva global. Publicada por ordem do rei francês Luís XIII, esta é uma obra fundamental do estudo da rede viária romana com os seus dois volumes e mais de 2000 páginas. Esta obra viria a ter uma grande influência nos estudos posteriores e na própria engenharia de estradas em França nomeadamente através da publicação em 1693 pelo engenheiro francês Hubert Gautier do «Tratado sobre a Construção de Estradas» que utiliza os princípios romanos na elaboração de estradas anteriormente identificados por Bergier e que influenciou decisivamente o desenvolvimento da rede viária Europeia nos séculos seguintes. Bergier é responsável pela famigerada teoria da estrutura construtiva das viae em quatro camadas, teoria que não se veio a confirmar na maioria das vias estudadas.


CIL O Corpo de Inscrições Latinas (Corpus Inscriptionum Latinarum ou CIL) é uma compilação de inscrições latinas iniciada pelo historiador alemão Theodor Mommsen em 1857. Este pediu ao seu discípulo, o epigrafista alemão Emil Hübner, para viajar para a Hispânia com o intuito de fazer o levantamento das epígrafes da região. Como resultado dessa viagem que decorreu de Março de 1860 a Outubro de 1861, é publicado em 1869 o Volume II do CIL designado por Inscriptiones Hispaniae Latinae ou CIL II. Posteriormente, em 1871, Hübner publica o Noticias archeologicas de Portugal (ver aqui em pdf - 9,8 Mb) A descoberta de novas inscrições levou Hübner a fazer mais três viagens na década de 80 das quais resultariam a publicação do Supplementum em 1892. No Corpus Inscriptionum Latinarum são referidos os miliários conhecidos na época, alguns dos quais desaparecidos, pelo que esta obra constitui um documento crucial no levantamento da rede viária romana.


Tabula Imperii Romani A Carta do Império Romano (Tabula Imperii Romani ou TIR) é um projecto internacional iniciado em 1928 pelo Inglês Osbert Crawford, um pioneiro no uso e interpretação da fotografia aérea para a arqueologia, com o objectivo de criar um mapa arqueológico de todo o Império Romano em 56 folhas na escala 1:1 000 000 contendo povoações, estradas, acampamentos militares, templos, teatros, aquedutos, minas e outros vestígios arqueológicos. O plano inicial previa a publicação de 48 folhas, estendido depois para 56 de modo a cobrir a totalidade do império. As folhas são acompanhadas por um índice que fornece dados históricos e bibliográficos sobre cada localidade apresentada nos mapas. O projecto que é gerido sob os auspícios da UAI (União Académica Internacional), tem sofrido diversos atrasos e só em 2002 foi concluída o mapa da Península Ibérica com a publicação da folha J-20 (Valencia). No que diz respeita a Portugal, o território nacional é coberto pelas folhas K-29 (Porto) e J-29 (Lisboa); a primeira versão da folha K-29 (Porto: Conimbriga - Bracara - Lucus - Asturica) surge logo nos primeiros volumes preliminares publicados em 1931, mas só é concluída em 1991, seguida pouco depois, em 1995, pela folha J-29 (Lisboa: Emerita - Scallabis - Pax Iulia - Gades). O projecto continua e neste momento está em preparação a publicação final da folha K-33 (Roma) que cobre partes da Itália e Croácia.


Crónica de Idácio A Crónica de Idácio (Hydatii Episcopi Chronicon) é uma obra escrita pelo então Bispo de Chaves (Aquae Flaviae), Idácio (Hydatius) que descreve vários factos ocorridos entre o ano de 379 e 468 d.C., na senda da obra de São Jerónimo de Stridon (Eusebius Sophronius Hieronymus). Na primeira parte da obra, entre 379 e 427, Idácio ter-se-á baseado nas fontes bibliográfica existente na época, mas a partir de 427, data em que foi nomeado bispo de Chaves, passa a descrever factos seus contemporâneos, sendo por isso uma obra fundamental para compreender a desagregação do Império Romano no Noroeste peninsular ocorrida durante todo o século quinto com as invasões Suévicas. A obra contém várias referências toponímicas e geográficas de primordial importância como por exemplo quando se refere a ad locum qui portumcale appellatur («no lugar a que chamam Portucale») ouse seja «Porto de Cade» o que levantou uma discussão que ainda hoje se mantém sobre a verdadeira localização da antiga Cale referida no Itinerário de Antonino e o seu papel na fundação do reino de Portugal (ver Alarcão, 2005a; Silva, 2010; Ver aqui uma tradução para Castelhano.


Parochiale Sueuorum O Paroquial Suevo (Parochiale Sueuorum), também designado por Divisão de Teodemiro (Divisio Theodemiri) pois resultou do Concílio de Lugo realizado no ano 569 após convocação por ordem do Rei Suevo Teodemiro para reestruturar a divisão das dioceses do Reino Suevo da Galécia; este importante manuscrito da segunda metade do século VI (entre os anos de 572 e 585), estabelece a nova organização administrativa e eclesiástica na monarquia Suévica, apresentando uma relação de 134 paróquias divididas entre eclessiae e pagi, agrupadas em treze dioceses, constituindo assim, uma das referências historiográficas mais importantes para a localização de povos e povoações na Galécia pós-romana; esta nova ordem administrativa assenta em grande parte na anterior ordem administrativa romana pelo que reflecte ainda muita dessa anterior organização, sendo por isso também um importante documento para a identificação dos antigos topónimos romanos como foi o caso da imponente cidade de Tongobriga em Marco de Canaveses, de Magnetum em Meinedo (Lousada) que viria a ser sede de bispado, Caliabria perto de Almendra da qual pouca resta apesar de ter sido mais tarde uma das dioceses Visigóticas. Também há enigmáticas referências a Cale aqui designada como o castrum antiquum, situado na margem sul do Douro (Castelo de Gaia) e o castrum novum na margem norte (Sé do Porto), adensando ainda mais a discussão sobre a verdadeira localização de antiga Cale romana. Apesar desses importantes contributos, na verdade, a maioria das paróquias nele mencionadas estão ainda por localizar ou rodeadas de grandes incertezas pelo que continua a ser uma fonte preciosa para a futura identificação dos antigos topónimos romanos.


Diplomata et Chartae O Portugaliae Monumenta Historica (PMH) é uma compilação de documentos históricos organizada por Alexandre Herculano, seguindo o modelo dos Monumenta Germaniae Historicae, publicada em quatro tomos pela Academia Real das Ciências de Lisboa entre 1856 e 1888. O PMH inclui uma colecção de 952 documentos do século IX ao século XII recolhidos nos cartórios conventuais do país e agrupados sobre o título de Diplomata et Chartae (DC), sendo o último documento do ano 1100; os documentos de 1101 a 1123 estão publicados em «Documentos Medievais Portugueses, Documentos Particulares», vols. III e IV, editado em 1940, encontrando-se os demais, no geral, inéditos. Entre estes antigos cartulários destacam-se o «Livro Preto da Sé de Coimbra» (LP com 663 documentos), o «Livro Preto do Mosteiro de Grijó», o «Baio Ferrado» do mesmo mosteiro (314 documentos), os «Livros de Doações», o «Censual do Cabido da Sé do Porto» e o importante cartulário de Braga, «Liber Fidei», cujos documentos estão apenas em parte publicados no PMH (vide original aqui). Em 1908, o Abade de Tagilde publica o «Vimaranis Monumenta Historica» com uma compilação de 353 documentos sobre o período medieval vimaranense no período entre os anos de 870 e 1380. Já depois da morte de Alexandre Herculano, foram publicados novos documentos no PMH, como as Inquirições de D. Afonso II em 1220 e D. Afonso III em 1258 concluída apena em 1977. Estes actos notariais contêm variadíssimas informações com relevância para o estudo da viação romana porque as propriedades eram frequentemente delimitadas pela própria via romana com referências como karraria antiqua, carrera antiqua, via antiqua, estrada mourisca, etc. Atendendo a que poucas estradas foram construídas no período entre os finais do império romano e o século IX, é muito provável que estas sejam de facto referências às antigas vias romanas (vide Biblioteca Nacional PMH, 1867-1873); nesta linha ver artigos fundacionais de Gabriel Pereira, «Situação Conjectural de Talabriga de 1907 e «Ainda o Documento XIII dos «Diplomata et Chartae»» de Carlos Ferreira de Almeida de 1970 e ainda CAB Almeida, 1999).

Segue uma lista detalhada, mas não exaustiva, dessas referências:
DIPLOMATA ET CHARTAE (DC)
Doc.AnoLocalReferênciaVia
 12 897Lavra«karia antiqua usque i mare» Porto - Caminha
 13 906Sta. Eulália do Covo«karraria antiqua», «estrata de uereda» Famalicão - Barcelos
 17 911Dume«via quam dicunt de Vereda» VIA NOVA
 24 921Tresval«in istrada qui discurit uia de uereda» Porto - Rates
 29 924Paço, Oleiros«carraria antiqua» ?
 39 933Coimbra«carraria maiore» VIA XVI
 67 955Vila do Conde«per carraria maurisca» Porto - Caminha
 71 957S. João da Ponte«ripa riuulo aue prope ponte petrina» Braga - Mérida
 81 960Vila Verde«ponte petrina» Braga - Monção
 82 961Vizela«per carraria» Braga - Mérida
100 969Midões«barcho de midones»Viseu - Bobadela
101 970Bagaúste«carrale antiqua»Chaves - Mesão Frio
104 972Mealhada«via antiqua»Mealhada - Bobadela
106 973Vimieira«karraria de illa Vimeneira»VIA XVI
114 974Sta. Comba Dão«via antiqua»Coimbra - Bobadela
151 986Guilhabreu«carreira antiqua»VIA XVI
174 995Serzedo«strata veredaria»Porto - Marnel
179 998Penacova«carrale»Coimbra - Bobadela
2481021Leça do Balio«ponte petrenea de Leza»Via XVI
2871054Santo Tirso«carrariam antiquam que uadit pro ad illum pontem petrinum»Porto - Guimarães
3281043Serzedo«karraria»Porto Marnel
3661048Monte Córdova«carera antiqua»Porto - Guimarães
3781050Pedaçães«estrata maiore»VIA XVI
4161059Guilhufe, Penafiel«strata de sancta cristina», «strata pro ad oriente»Porto - Freixo?
4171059Alpendurada«strata contra oriente»Freixo - Várzea do Douro
4201059Guimarães«strata maior», «ponte petrina»Braga - Guimarães
4431064Cossourado«carraria antiqua»Barcelos - P. de Lima
4591067Fornelos«carraria antiqua», «caria antiqua»Porto Antigo - Viseu
5491077Rio Vouga«strata maiore»VIA XVI
5631078Paradela«strata maiore»VIA XVI
5701079Paço, Silvares«carreira antiqua» Braga - Mérida?
5911080Antanhol«strata...ad colimbria»VIA XVI
6141085Romariz«via maurisca» Arouca - Freita
6391085Arouca«carraria antiqua», «carreira antiqua», «via antiqua» Vias de Arouca
6751087Bilanes(?)«strata prope littus maris» Porto - Vouga
6761087Taveiro, Coimbra«via publica» VIA XVI
6881087Marco de Canaveses«carraria antiqua» Viae ab Tongobriga
7031088S. João da Madeira« strata de iusta illa ecclesia de sancti ioanni» VIA XVI
8171095Pampilhosa«strada de uiminaria»VIA XVI
8331096Negrelos«cararia antiqua» Via Vimaranes
8421096Aldriz«in terra ciuitatis sancte marie super stratam» VIA XVI
8641097Santo Tirso«ponte antiqua de flumine Avie, carreira que dividet aquam inter Lezam et Sanguinietum» Porto - Guimarães
8671097Mozelos«strata ad portum asinarium riuulo maior»Picôto - Feira?
8701098Portela«super strada comodo subtus illa strada»VIA XVI?
8881098Caldas de Aregos«karraria antiqua usque plicat inter ambas pausadas»Braga - Viseu
9151099Gondivai«kareira»Porto - Barcelos
VIMARANES MONUMENTA HISTORICA (VMH)
Doc.AnoLocalReferênciaVia
 631100Portela de Leitões«uia antiqua», «carrariam maiorem»Braga - Guimarães?
LIVRO PRETO DA SÉ DE COIMBRA (LP)
Doc.AnoLocalReferênciaVia
 601169Midões«dirutum pontem lapideum»Viseu - Bobadela
LIVRO DE DOAÇÕES DO MOSTEIRO DE SALZEDAS
Fol.AnoLocalReferênciaVia
 611152Queimada, Armamar«et per illa strada mourisca et dividit per Cemada»Régua - Marialva
INQUIRIÇÕES DE D. AFFONSO III de 1258
Pág.Vol.LocalReferênciaVia
492  IIAlvarelhos, Trofa«viam veterem», «cararium veterum», «stratam veterem»Alvarelhos
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Sobre o estudo da viação romana em Portugal

João de Barros
Em 1549 João de Barros escreve o seu «Geografia de Entre Douro e Minho e Trás-os-Montes» que só vem a ser publicado em 1919 pela Biblioteca Pública do Porto. A obra contém uma série de referências à rede viária a norte do rio Douro como o miliário a Constantino de Chaves.

Francisco d'Holanda
Em 1571, o humanista português Francisco de Holanda escreve a sua primordial obra sobre o urbanismo de Lisboa «Da Fabrica que falece ha Cidade de Lysboa», onde refere alguns vestígios da rede viária romana, como sejam as «calçadas de scilice» nas Mestas de Montargil, a Ponte «Romana» de Sacavém e a Ponte «Romana» «acima de Abrantes», ambas desaparecidas.

André de Resende
Mas é só com André de Resende, o pioneiro da arqueologia em Portugal que se começa a sistematizar o estudo da época romana, principalmente após a publicação póstuma em 1593 da sua obra «Antiguidades da Lusitânia» - «De Antiquitatibus Lusitaniae», onde dedica um capítulo às vias romanas intitulado «De Viis Militaribus» com notáveis referências aos muitos vestígios que ainda subsistiam na época e registo dos «letreiros» em pedra, apesar das dúvidas sobre a autenticidade de alguns deles; vide «Politicamente falsários», onde José d'Encarnação comenta as inscrições forjadas por Resende. (Encarnação, 1998).

Frei Bernardo de Brito
Em 1597 Frei Bernardo de Brito (1569-1617) publica o «Geographia antiga de Lusytania» seguida da sua primordial obra sobre a história de Portugal em 8 partes com o título de «Monarchia Lusytana», da qual apenas redigiu as duas primeiras partes, tendo publicado a primeira em 1597 e a segunda em 1609.

de Gaspar Estaço a Baptista de Castro
Nos séculos seguintes sucedem-se muitas outras publicações sobre «antigualhas romanas» com Gaspar Estaço (156_?-1626), Cónego da Colegiada de Guimarães, a publicar em 1625 «Várias Antiguidades de Portugal», seguindo-se em 1652 Luís Marinho de Azevedo com as «Antiguidades e Grandezas da Mui Insigne Cidade de Lisboa», em 1706 o Padre António Carvalho da Costa publica a sua importante obra «Corografia Portuguesa», Francisco Craesbeeck, Corregedor da Comarca de Guimarães escreve as «Memórias ressuscitadas da província de Entre Douro» em 1726 aludindo a várias epígrafes romanas e em 1762, o Padre João Baptista de Castro publica «Mappa de Portugal Antigo e Moderno» uma vasta obra em 3 volumes, incluindo um anexo com o «Roteiro Terrestre de Portugal», a compilação das principais rotas terrestres da época com indicação das estações viárias e respectivas distâncias intermédias que fornecem muito informação sobre os antigos itinerários que seguem na sua maioria rotas romanas; na introdução o autor descreve os Itinerários de Antonino em território nacional e ensaia uma tentativa de solucionar a localização das respectivas estações viárias à luz dos conhecimentos da época.

do Padre Mattos Ferreira a Contador de Argote
Em 1728 o Padre José de Mattos Ferreira, pároco de Amares, publica os miliários por si encontrados na «Via Romana do Gerês (Geira)» num levantamento feito em 1721 que voltaria a ser publicado em 1734 por D. Jerónimo Contador de Argote no seu «Memórias para a História Ecclesiástica do Arcebispado de Braga», autor de outra obra fundamental sobre Bracara Augusta intitulada De antiquitatibus conventus Bracaraugustani.

de Estácio da Veiga a Martins Capella e Martins Sarmento
Com a explosão do interesse pela arqueologia na segunda metade do século XIX, os historiadores portugueses, inspirados pelo trabalho de Emil Hübner para o CIL, começam a publicar sobre o assunto. Em 1877, Estácio da Veiga publica as «Memórias das Antiguidades de Mértola», seguido da «Carta Arqueológica do Algarve» em 1878 que viria a culminar na publicação em 4 volumes do «Antiguidades Monumentaes do Algarve» entre 1886 e 1891. Em 1895, o Padre Martins Capella publica «Miliários do Conventus Bracara Augustanus em Portugal», um extenso corpus de epigrafia viária do noroeste Português, muitas das quais entretanto desaparecidas ou destruídas, e no mesmo ano, José Henriques Pinheiro, publica «Estudo da estrada militar romana de Braga a Astorga» que constitui o primeiro grande estudo do Itinerário XVII ou Via Romana Braga-Chaves-Astorga. Entretanto Francisco Martins Sarmento publica diversos artigos sobre os marcos miliários da região. A Sociedade Martins de Sarmento sediada em Guimarães disponibiliza estes artigos online no seu site assim como a correspondência trocada com Albano Belino, investigador autodidacta que descobriu várias epígrafes no aro de Braga (vide Secção Albano Belino).

de Costa Veiga a Mário Saa
No século XX assiste-se em Portugal a uma explosão dos estudos sobre a viação romana com vários estudos de fôlego como «A Via Romana de Lisboa-Alter-Mérida» publicado em 1943 por Augusto Costa Veiga, «De Talabriga a Lancobriga pela Via Militar Romana» publicado em 1943 pelo Padre Miguel de Oliveira, as «Vias Romanas das Regiões de Chaves e Bragança» publicado por Lereno Barradas 1956 e a monumental obra de Mário Saa «As grandes vias da Lusitânia: o itinerário de Antonino Pio», obra em 6 volumes publicada entre 1951 e 1967, um notável relato das suas prospecções efectuadas ao longo de vinte anos e cujo espólio por si recolhido está exposto na Fundação Arquivo Paes Teles no Ervedal, concelho de Avis, nomeadamente a ara dedicada aos lares viales do Monte das Esquilas (Monforte) e dois miliários, um miliário a Constantino Magno ou I proveniente do Casal da Pocariça (Lagoa Grande, Bemposta, Abrantes) e o miliário a Tácito proveniente da Capela da Ns. dos Prazeres em Vale de Açor (Ponte de Sor), IRCP 666a. Esta meritória fundação preserva ainda a sua biblioteca e prevê expor em breve todo o espólio arqueológico ali depositado depois de este ter sido recentemente inventariado. (Encarnação, 1995; Mantas, 2010)

Panorama actual
O estudo da viação romana em Portugal tem tido uma enorme evolução nas últimas décadas decorrente da publicação de imensos estudos e resultados de escavações arqueológicas. No entanto, todo este conhecimento está disperso por múltiplas e variadas publicações que passam por simples artigos, actas de congressos, monografias, artigos, revistas, web, etc. Para além disso, a maioria deles tem um carácter regional cobrindo por vezes não mais que a área de um concelho pelo que carecem da visão de conjunto que é fundamental para entender os grandes itinerários da viação romana. Este método de trabalho tem levado a uma total falta de coerência no processo de estudo das vias e tem levado à criação de rotas e itinerários a nível concelhio que não tem suporte à escala regional. Esse trabalho de conjunto está ainda por fazer. Só para dar um exemplo, a publicação sistemática das inscrições romanas encontradas em território nacional apenas se iniciou em 1982 com a criação do «Ficheiro Epigráfico», um suplemento da Revista «Conimbriga» editada pela Universidade de Coimbra.

De entre as obras essenciais para o estudo da viação romana há que destacar a publicação em 1981 de «La Galice Romaine» por Alain Tranoy, a primeira obra de fôlego sobre o Noroeste peninsular (onde se faz uma revisão dos miliários então conhecidos) à qual podemos juntar a monumental obra publicada em 1984 por José d'Encarnação sobre as «Inscrições Romanas do Conventus Pacensis» e o «Roman Portugal» publicado em 1988 por Jorge de Alarcão (um levantamento dos vestígios romanos em Portugal promovida pela editora inglesa Aris & Phillips Ltd.) do qual resultou um interessante livro de divulgação intitulado «O Domínio Romano em Portugal» (contendo um bom resumo dos principais itinerários). O primeiro grande trabalho centrado na viação romana surge em 1990 com a publicação da tese de doutoramento de Pierre Sillières intitulada «Les Voies de Communication de l'Hispanie Méridionale». Poucos anos depois, em 1996, Vasco Mantas apresenta um aturado estudo do sistema viário entre Lisboa e Braga na sua dissertação de doutoramento intitulada «A Rede Viária da Faixa Atlântica entre Lisboa e Braga» que viria a marcar um ponto de viragem no estudo da viação romana em Portugal, mas que nunca foi publicada (!). Muitos outros autores foram publicando regularmente obras cruciais sobre o assunto como é o caso (e só para citar alguns) de Sande Lemos, Rodriguez Colmenero, Brochado de Almeida, Patrick Le Roux, Robert Etienne, Inês Vaz, Lino Tavares Dias, Augusto Baptista e Manuel Maia. Nos últimos anos esta área da arqueologia tem ganho grande destaque na literatura científica e alguns autores em particular têm publicado interessantes estudos sobre o sistema viário romano como é o caso por exemplo de Luís Fraga da Silva e Sandra Rodrigues sobre a região do Algarve, Francisco Bilou e André Carneiro sobre as vias do Alentejo, João Pedro Bernardes sobre a região do oeste, Seabra Lopes na região do Vouga, etc. Ver bibliografia sobre vias romanas no final desta página.

Na Rede
Existem algumas iniciativas interessantes na web entre as quais destacam-se os seguintes:
Bases de Dados Online
Existem algumas bases de dados online de sítios arqueológicos nacionais:
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Os Itinerários de Antonino em Portugal


Existem diversas versões corrigidas do itinerário quer alterando o nome das mansiones quer a milhas indicadas. Apesar das dificuldades na sua interpretação, os últimos estudos têm demonstrado que o itinerário está bem mais próximo da evidência arqueológica no terreno do que inicialmente se pensava.

Os itinerários aqui apresentados basearam-se no trabalho de Gonzalo Arias na sua revista «El Miliário Extravagante» dedicada à viação romana na Hispania (trabalho hoje continuado pelo blog El Nuevo Miliario) com algumas correcções decorrentes dos estudos entretanto realizados.
Teoria dos Acusativos Gonzalo Arias desenvolveu uma tese por ele designada como "teoría del acusativo" ou "teoría de los empalmes" a partir da análise dos diferentes nomes das estações viárias presentes no Itinerário de Antonino (primeiro em 1963 no «Miliario Extravagante» n. 2 e reproduzido em 1987 em «Repertorio de caminos de la Hispania romana», pp. 85-103), postulando que as estações do Itinerário que aparecem no acusativo (em regra geral no ablativo) estarem situadas não dentro do oppidum mas na sua periferia, junto da via principal. Assim, as milhas indicadas no I.A., não indicavam a distância ao povoado, mas ao ponto de onde partia o diverticulum para esse povoado, por vezes situado em local elevado e de difícil acesso. No território nacional temos os exemplos de Scallabin por Scallabis (Santarém) e de Calem por Cale (Porto/Gaia), mas se no primeiro caso esta teoria assenta particularmente bem, dado que a mansio deveria situar-se no vale junto da via romana e um diverticulum ligaria ao morro ocupado pelo oppidum, actual cidade de Santarém, no caso de Calem, esta tese não parece aplicável pois tudo aponta para que a travessia do rio Douro se fizesse entre Porto e Gaia, sendo por isso coincidentes mansio e oppidum, não parecendo viável colocar a travessia do Douro num outro ponto a montante, afastado dos morros da Sé e do Castelo de Gaia, as localizações mais prováveis para Cale.

- m.p. milia passum, mil passos, milha romana.
- milia, aproximadamente 1480 m (bastante variável).
- stadia, estádio, aproximadamente 184.7 m (usada em navegação).

Via XII 12    gif
Lisboa a Mérida
Item ab OLISIPONE
EMERITAM
m.p. LXI
AQUABONA
CATOBRICA
CAECILIANA
MALATECA
SALACIA
EBORA
AD ATRUM FLUMEM
DIPONE
EVANDRIANA
EMERITA
m.p. XII
m.p. XII
m.p. VIII
m.p. XXVI
m.p. XII
m.p. XLIIII
m.p. VIIII
m.p. XII
m.p. XVII
m.p. VIIII
Via XIV 14    gif
Lisboa a Mérida
Alio itinere ab
OLISIPONE EMERITAM
m.p. CLIIII
ARITIO PRAETORIO
ABELTERIO
MATUSARO
AD SEPTEM ARAS
BUDUA
PLAGIARIA
EMERITA
m.p. XXXVIII
m.p. XXVIII
m.p. XXIIII
m.p. VIII ?
m.p. XII
m.p. VIII
m.p. XXX



Via XV 15    gif
Lisboa a Mérida
Item alio itinere ab
OLISIPONE EMERITAM
m.p. CCXX
IERABRIGA
SCALLABIN
TUBUCCI
FRAXINUM
MONTOBRIGA
AD SEPTEM ARAS
PLAGIARIA
EMERITA
m.p. XXX
m.p. XXXII
m.p. XXXII
m.p. XXXII
m.p. XXX
m.p. XIIII
m.p. XX
m.p. XXX


Via XVI 16    gif
Lisboa a Braga
Item ab OLISIPONE
BRACARAM AUGUSTAM
m.p. CCXLIIII
IERABRIGA
SCALLABIN
SEILIUM
CONIMBRIGA
AEMINIO
TALABRIGA
LANGOBRIGA
CALEM
BRACARA
m.p. XXX
m.p. XXXII
m.p. XXXII
m.p. XXXIIII
m.p. X
m.p. XL
m.p. XVIII
m.p. XIII
m.p. XXXV



Via XVII 17    gif
Braga a Astorga
Item a
BRACARA ASTURICAM
m.p. CCXLVII
SALACIA
PRAESIDIO
CALADUNO
AD AQUAS
PINETUM
REBORETUM
COMPLEUTICA
VENIATIA
PETAVONIUM
ARGENTIOLUM
ASTURICA
m.p. XX
m.p. XXVI
m.p. XVI
m.p. XVIII
m.p. XX
m.p. XXXVI
m.p. XXVIIII
m.p. XV
m.p. XXVIII
m.p. XV
m.p. XXIIII

Via XVIII 18    gif
Braga a Astorga
Item alio itinere a
BRACARA ASTURICAM
m.p. CCXV
SALANIANA
AQUIS ORIGINIS
AQUIS QUERQUERNNIS
GEMINIS
SALIENTIBUS
PRAESIDIO
NEMETOBRIGA
FORO
GEMESTARIO
BERGIDO
INTERERACONIO FLAVIO
ASTURICA
m.p. XXI
m.p. XVIII
m.p. XIIII
m.p. XVI
m.p. XVIII
m.p. XVIII
m.p. XIII
m.p. XVIIII
m.p. XVIII
m.p. XIII
m.p. XX
m.p. XXX
Via XIX 19    gif
Braga a Astorga
Item a BRACARA
ASTURICAM
m.p. CCXCVIIII
LIMIA
TUDAE
BURBIDA
TUROQUA
AQUIS CELENIS
TRIA
ASSEGONIA
BREVIS
MARCIE
LUCO AUGUSTI
TIMALINO
PONTE NEVIAE
UTTARIS
BERGIDO
INTERAMNIO FLUVIO
ASTURICA
m.p. XVIIII
m.p. XXIIII
m.p. XVI
m.p. XVI
m.p. XXIIII
m.p. XII
m.p. XIII
m.p. XXII
m.p. XX
m.p. XIII
m.p. XXII
m.p. XII
m.p. XX
m.p. XVI
m.p. XX
m.p. XXX
Via XX 20    gif
Braga a Astorga
Item per loca maritima a
BRACARA ASTURICAM usque
AQUIS CELENIS
VICO SPACORUM
AD DUOS PONTES
GLANDIMIRO
TRIGONDO
BRIGANTIUM
CARANICO
LUCO AUGUSTI
TIMALINO
PONTE NEVIAE
UTTARI
BERGIDO
ASTURICA
stadia CLXV
stadia CXCV
stadia CL
stadia CLXXX
m.p. XXII
m.p. XXX
m.p. XVIII
m.p. XVII
m.p. XXII
m.p. XII
m.p. XX
m.p. XVI
m.p. L



Via XXI 21    gif
Castro Marim a Beja
Item de ESURI a
PACE IULIA
m.p. CCLXVII
BALSA
OSSONOBA
ARANNIS
SALACIA
EBORA
SERPA
FINES
ARUCCI
PACE IULIA
m.p. XXIIII
m.p. XVI
m.p. LX
m.p. XXXV
m.p. XLIIII
m.p. XIII
m.p. XX
m.p. XXV
m.p. XXX







* Sarapia não aparece na cópia medieval, mas a introdução de uma estação neste troço da via entre Ossonoba e Salacia, decorre da necessidade de acertar as milhas indicadas no itinerário com a distância realmente medida entre Faro e Alcácer do Sal, sugerindo que há uma omissão no itinerário de uma mansio a meio caminho entre Arannis e Salacia, distando umas 35 milhas de uma e de outra, de modo a perfazer o total de milhas necessárias. A associação desta mansio com Sarapia é plausível por ser uma das civitates mencionadas por Plínio nesta região. Em alternativa, o copista medieval poderá ter trocado Sarapia por Salacia pelo que as 44 milhas assinaladas no Itinerário para o troço Salacia-Ebora poderá ser de facto a distância entre Sarapia e Ebora. Ver mais detalhes no Itinerário da Via XXI.
Via XXII 22    gif
Castro Marim a Beja
Item ab ESURI
per compendium *
PACE IULIA
m.p. LXXVI **
MYRTILIS
PACE IULIA
m.p. XL
m.p. XXXVI
* per compendium, por atalho ou seja pelo caminho mais curto.
** corresponde à distância actual entre Beja e Castro Marim.
Via XIII 13    gif
A SALACIA OSSONOBA        m.p. XVI
Esta «Salacia» ou «Salaria» corresponde muito provavelmente ao sítio arqueológico do Cerro da Vila em Vilamoura, dado que este fica a cerca de 16 milhas de Faro; no entanto não se pode descartar a possibilidade de se referir a Alcácer do Sal, também designada por Salacia na época romana, admitindo que há um erro na transcrição das milhas deste itinerário, podendo faltar um «C», o que daria CXVI milhas, ou seja cerca de 172 km, valor já muito próximo da distância actual entre Faro e Alcácer do Sal que é cerca de 185 km.
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Os Lares Viais (lares viales)


Para além dos marcos miliários, as inscrições designadas por lares viales estão directamente relacionadas com a passagem da via e são assim decisivos para a identificação dos itinerários romanos. Estas inscrições apresentam-se habitualmente como aras votivas dedicadas às divindades protectoras das vias, estradas ou caminhos. Apesar de serem de carácter genérico, quando encontradas in situ indiciam que a via passaria muito próximo desse local.

Aras dedicadas aos Lares Viais encontrados em território português
Onde apareceu Onde está Comentário
Ara aos Lares Viales
Paço Episcopal, Braga

Museu
D. Diogo de Sousa
, Braga
n.º 1992.0570
Leitura: LARIBVS / VIALIBVS / MATER/NVS / RUFI (filius) / L(ibens) A(nimo) P(osuit)
Tradução: Aos Lares Viários, Maternus, filho de Rufus, de livre vontade colocou.

Esta ara foi encontrada nos jardins do Paço Episcopal de Braga, juntamente com outra entretanto desaparecida, contendo a seguinte inscrição: ()LARIB(us) VIALI/bus FL(avius) SA/BINUS V(otum) / S(olvit) L(ibens) M(erito) (CIL II 2417)
Tradução: Aos Lares Viários, Flávio Sabino, cumpriu o seu voto de boa vontade. (Colmenero et alii, 2004)
Ara aos Lares Viales
Largo de S. Francisco, Braga

Museu
D. Diogo de Sousa
, Braga
n.º 1996.0812
Leitura: LARIBVS VIALIBV[S] SACR[VM] [C(aius) IV]LIVS [S]ATV[R(ninus)] A(nimo) L(ibens) V(otum) S(olvit)
Tradução: Consagrado aos Lares Viários, Gaio Júlio Saturnino cumpriu o voto de livre vontade.

Descoberta durante as obras do parque subterrâneo no Largo de S. Francisco, ao cimo da Av. Central, antiga porta da cidade romana por onde passava a via XVIII que deveria seguir a rua de Chãos e rua de S. Vicente. (Armandino Cunha et alii, 2005).
Ara aos Lares Viales do Monte das Esquilas
Monte das Esquilas
Monforte
Casa-Museu da Fundação
Paes Teles
Ervedal, Avis
Leitura: LARIBVS / VIALIBVS / L(ibens) P(osuit) // LARIBVS / TOPILLIVS
Tradução: Aos Lares Viários, de livre vontade colocou.

Inscrição votiva aos Lares Viales e na outra face, aos Lares Topillii, recolhida por Mário Saa. Esta inscrição prova a passava da via romana no Monte das Esquilas que só poderia ser a Via Lisboa-Mérida ou Itinerário XIV de Antonino (ou uma das suas variantes) e como este local fica a 24 milhas de Alter do Chão, é muito provável que aqui se situasse a mansio de Matusaro mencionada no Itinerário (Encarnação, 1995; Mantas, 2010).
Ara aos Lares Viales de Conimbriga

Conímbriga


Museu
Monográfico
de
Conímbriga

nº 67381
Leitura: LARIBV[S] / [V]IALIB(us) /
Tradução: Aos Lares Viários...

Inscrição votiva aos Lares Viales achada na área urbana de Conímbriga muito perto da saída da via para Aeminium e Collippo, próximo do edifício onde se supõe ter existido uma estalagem e que bem poderia ser a própria mansio da cidade (Mantas, 2010).
Igreja Paroquial de Castelo do Neiva Museu Pio XII em Braga Inscrição: VAL / RUF / LA·R·V / P
Leitura: Val(erius) / Ruf(us) / La·r(ibus) v(ialibus) / p(osuit)
Tradução: Valerius Rufus aos Lares Viários, colocou. (AE, 1985, 555)

Esta ara votiva apareceu em 1931 durante as obras de ampliação da igreja paroquial, sendo interpretada por Brochado de Almeida como uma inscrição votiva aos Lares Viales, embora ainda subsistam dúvidas nesta leitura pois também poderia ler-se: LA(ribus) ) RV(ralibus), ou seja uma dedicatória aos deuses rurais. Mas acaso esteja correcta a primeira leitura, esta estará certamente relacionada com a via romana proveniente do Porto que seguia próximo da costa, atravessava o rio Cávado na Barca do Lago e o rio Neiva junto do Castro de Moldes/Castelo do Neiva. (Santos, 1945; Almeida CAB, 1986, 78-79)
Aldeia de Agrochão Museu Etnográfico e Rural de Agrochão Inscrição: D VIALIBU / M GAIVS A/TIUS · P · R · / V · L · R
Leitura: D(is) Vialibu(s) / M(arcus) Gaius A/tius · p(ro) · r(editu) / v(otum) · l(ibens) · r(etulit) (HEp 17, 2008, 220)
Tradução: Aos Deuses Viários, Marco Gaio Atio pelo regresso seguro de livre vontade redigiu este voto (?)

Inscrição votiva aos Lares Viales que apareceu na aldeia de Agrochão (Vinhais), clara referência à passagem da Via XVII neste local. Actualmente a ara encontra-se depositada no Museu Etnográfico e Rural de Agrochão, antiga casa do pároco da aldeia, suportando uma pia baptismal.
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Os Términos Augustais (terminus augustalis)


As inscrições denominadas como Terminus Augustalis delimitavam os territórios dos povos durante o domínio romano. Apenas se conhecem 6 dessas peculiares inscrições em território nacional, o que está na igreja paroquial de Úl em Oliveira de Azeméis, o que está na Portela do Guardão na Serra do Caramulo, o da aldeia de Salvador em Penamacor e o que apareceu em Peroviseu no Fundão. Os restantes Termini Augustalis apareceram na região de Lamego, estando um deles encastrado na parede exterior da Capela Visigótica de S. Pedro de Balsemão e o outro enterrado ainda in situ junto ao Castro de Goujoim em Armamar. Apesar de a sua existência não estar directamente relacionada com a via, sendo marcos de divisão do territorium das civitates, elas ajudam a definir o mapa geográfico onde se insere a rede viária.

Términos Augustais conhecidos
Localização
Inscrição Leitura e Comentário
Guardão, Tondela (encastrado na Capela de S. Bartolomeu)
Terminus Augustalis de Guardão de Baixo IMP CAESAR DIV / XIII TRIB POTEST / AVGVST INTER / IESES Q ARTICLEI / CAVSA COGNIT Imp(erator) Caesar Div[i f(ilius) Augustus co(n)s(ule)] / XIII trib(unicia) potest[ate --- terminos] / August(ales) inter [---]/ie(n)ses Q(uinto) Artic(u)le[io Regulo leg(ato) ---] / causa cognit[a ---]

A inscrição tem difícil leitura e não é claro quais os povos que delimitava, mas segundo João Inês Vaz, as letras INTER...IESES poderão ser lidas como Interannienses, povo mencionado por Plínio (NH, IV, 117) e cuja capital seria em Viseu (Vissaium). Sendo assim, este terminus delimitava o territorium de Viseu das civitates adjacentes, a poente Talabriga e a sul o território da civitas de Bobadela. Assim a leitura seria: «Pelo Imperador César Augusto, filho do divino, detentor do poder tribunício pela décima terceira. Terminos Augustales Interannienses Quinto Articuleio, por causa conhecida.».
Igreja Paroquial de Úl em Oliveira de Azeméis (encastrado na parede das traseiras) Terminus Augustalis de Úl [ ]ARE AVGVSTO TRIBVNI / [ ] XXVII COS XIII PATER / [ ]RMINVS AVGVSTALIS / [Imp(eratore)] / [Caes]are Augusto tribuni(cia) / [pot(estate)] XXVII co(n)s(ule) XIII pater(!) / [te]rminus Augustalis

Não refere os povos cujos territórios demarcava, mas é bem provável que marcasse a fronteira entre as civitates de TALABRIGA e LANGOBRIGA, sede dos TURDULI VETERES, povo que habitava o que hoje é grosso modo os concelhos de Vila Nova de Gaia e Feira.
Capela de S. Pedro de Balsemão, Lamego
(encastrado na
parede da frontaria)
Terminus Augustalis de Balsemão, Lamego CLAVDIO CAESARE A[..] / GERM. PONT. MAX. TRIB[VN.] / POTEST. II IMp. II CO[S.] / III TERM. AVG. Cláudio Caesare A(ugusto) / Germ(anico) pont(ifici) max(imus) trib[un](icia) potest(ate) II Imp(erator) II co(n)[s](ul) III Term(inus) Aug(ustalis)

Infelizmente não refere os povos cujos territórios demarcava, mas é possível que se trate da divisão entre os COILARNI e os PAESURI ainda que com reservas. CIL II 6199
Castro de Goujoim
Lameiras, Goujoim,
Armamar

(próximo do castro)
Terminus Augustal de Goujoim
INTE[ ] / COILA[ ] / [ ] / [ ]RI AVG GE[ ] / [ ]ONT MAX TR[ ] / [ ]V POTESTATE V / I P P COS III TER / MI AVG / ITER / RABA[ ]
[Ti(berio) Claudio Cae/sa]ri Aug(usto) Ge[r(manico) / p]ont(ifici) max(imo) ttr[i/b]u(nicia) potestate II imp(eratore)/ II p(atri) p(atriae) co(n)s(uli) III ter/mi(nus) Aug(ustalis) // Inte[r] / Coila[r(nos?)] // [I]nter / Arabr(igenses)

Variante (Vaz, 1979) : Inte[r] / Coila[r(nos?)] // [--- Cláudio Cae]/[sa]ri Aug(usto) Ge[r(manico)] / [p]ont(ifici) max(imo) tr[i]/[b]u(nicia) potestate V/I p(atri) p(atriae) co(n)s(uli) III ter/mi(nus) Aug(ustalis) // I(n)ter / Raba[---]

Marcaria a divisão territorial entre os COILARNI, com capital talvez em Lamego, e os ARABRIGENSES que ocupariam a região de Moimenta da Beira. A inscrição encontra-se in situ no lugar das Lameiras/Qta. das Lameiras a 1.5km a NE de Goujoim e a 1.5km a norte do Castro de Goujoim. (Vaz, 1979).
Peroviseu, Fundão
(apareceu encastrado na casa paroquial de Peroviseu e hoje está no Museu do Fundão)
Terminus Augustal de Peroviseu IMP CAESAR AVG PONTIFEX / MAX TRIB POTEST XXIIIX COS XIII / PATER PATRIAE TERMINVS AVGVSTALIS / INTER LANCIENSES ET IGAEDITANOS. Imp(erator) Caesar Aug(ustus) pontifex / max(imus) trib(unicia) potest(ate) XXIIX co(n)s(ul) XIII / pater patriae terminus Augustalis / inter Lancienses et Igaeditanos

A inscrição foi encontrada em 1971 por José Alves Monteiro a servir de peitoril de janela de uma casa da aldeia de Peroviseu e hoje está em exposição no Museu Arqueológico José Monteiro no Fundão. Este término assinalava a divisão territorial entre os LANCIENSES e os IGAEDITANI, com sede em Idanha-a-Velha; à margem do campo epigráfico original foi acrescentada a frase «ESTE LETIREIRO ESTAVA FEITO NO ANO», o que levou Inês Vaz a sugerir a hipótese de se tratar de uma cópia efectuada no século XVIII do monumento original; no entanto Amílcar Guerra sustenta uma cronologia antiga para o monumento apesar de os caracteres originais terem sido avivados e mesmo alterados em alguns casos pelo lapicida do século XVIII. O texto é quase idêntico ao término que foi encontrado na aldeia de Salvador descrito abaixo. Em Idanha-a-Velha apareceram várias inscrições funerárias de emigrantes Lancienses (HAE, 1083) e Lancienses Oppidani (HAE, 1081; HAE, 1088; AE, 1990, 508). (Vaz, 1997; Carvalho, 2006; Guerra, 2007a).
Salvador, Penamacor
(perdida; a foto é do término de Peroviseu)
Terminus Augustal de Peroviseu IMP CAES AVG PONT / MAX TRIB POT XXVIII / COS XIII PAT PATR / TERM AVG INTER / LANC OPP ET / IGAEDIT. Imp(erator) Caes(ar) Aug(ustus) pont(ifex) / max(imus) trib(unicia) pot(estate) XXVIII / co(n)s(ul) XIII pat(er) patr(iae) / term(inus) Aug(ustalis) inter / Lanc(ienses) Opp(idanos) et / Igaedit(anos)

A inscrição apareceu na aldeia de Salvador e foi registada no CIL II com o nº 460, mas hoje está desaparecida; o texto é quase idêntico ao do término encontrado em Peroviseu e assinalava também a linha divisória entre os Lancienses e os Igaeditani de Idanha-a-Velha, no entanto neste caso é especificado através da abreviatura «OPP» que se trata dos LANCIENSES OPPIDANI.

Lancienses Oppidani, Transcudani et Ocelenses
A omissão da abreviatura «OPP» no término de Peroviseu, levou alguns autores a sugerirem que este marco indicaria a fronteira com outra tribo Lanciense por oposição aos Oppidani do término de Salvador; de facto, não há dúvidas quanto à existência de duas tribos Lancienses, conforme se pode ler na famosa inscrição da Ponte de Alcântara, ao incluir os Lancienses Oppidani e os Transcudani na lista de povos que contribuíram para a sua construção. Poderia mesmo existir um terceiro grupo Lanciense designado por Ocelenses conforme indica Plínio (NH, IV, 118), embora seja mais plausível considerar que Ocellenses e Oppidani seriam diferentes designações do mesmo populus (Guerra, 2007a). A ser assim, ambos os términos fazem referência aos Lancienses Oppidani cujo território ocupava os actuais concelhos de Covilhã e Sabugueiro. Por sua vez os Lancienses Transcudani ocupariam a região do planalto da Guarda com capital no sítio de Póvoa do Mileu. (Osório, 2006: 82-84; Carvalho, 2006; Guerra, 2007a).
Oriola, Portel
(perdida)
D · D · N · N ·
AETERN · IMPP
C · AVRE · VALER
IO · IOVIO DIOCLE
TIANO ET
M · AVR · VALERI
O ERCVLEO
MAXIMIANO
PIIS FEL SEMPER AVGG
TERMIN... INTER
PACENS · ET EBORENS
CVRANTE P · DATIANO V · P · PRAESIDE HH N · M · Q · EORVM DEVOTISSIMO HEINC PACENSES
HEINC EBORENSES
A epígrafe foi inicialmente transcrita no séc. XVI por André de Resende que a terá visto «in colle sinistrorsum, iuxta semidirutum oppidum Aureolam», ou seja «numa colina à esquerda, junto do arruinado ópido de Aureola» (Resende, 1593: 158) que deverá corresponder ao vicus (?) identificado nas proximidades da Igreja de Ns. da Assunção de Bonalbergue, 1,5 km a sul de Oriola (Feio, 2010); Hübner viria a inclui-la no CIL II com o n.º 17 apesar de a considerar forjada (e por isso esquecida), no entanto, alguns autores têm defendido a sua autenticidade (IRCP278; Canto, 2004). Trata-se de um terminus augustalis ou marco fronteiriço, delimitando os territórios Eborense e Pacense colocada pelo governador provincial e dedicada aos imperadores Diocleciano e Maximiano pelo que andará em torno do ano 300 d.C. A linha divisória entre as duas civitates tocava em dois vici, Foxem e Auriola(?), respectivamente N. Sra. de Aires e Oriola.
Interpretação: Dd(ominis) nn(ostris) aetern(is) · Imp(eratoris) C(aio) Aure(lio) Valer(io) Iovi Diocletiano et M(arco) Aur(elio) Valerio [H]erculeo Maximiano Piis(simos) Fel(icissimos) semper Aug(ustis). Termin(us) inter Pacens(es) et Eborens(es) curante P(ublio)? Datiano v(ir) p(erfectissimus) praeside HH(ispanis) N(umini) M(aiestati)Q(ue) eor(um). Heinc Pacenses. (e na outra face) Heinc Eborenses.
Leitura: Aos nossos senhores eternos imperadores Gaio Aurélio Valério Jóvio Diocleciano e Marco Aurélio Valério Hercúleo Maximiano, piíssimos e felicíssimos sempre Augustos. Término entre Pacenses e Eborenses por ordem de Públio (?) Daciano, magistrado perfeitíssimo, governador das Hispânias e devotíssimo dos seus númenes e majestades. Aqui os Pacenses / Aqui os Eborenses.
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Outros Marcos Territoriais


Para além dos Terminus Augustalis, existem uma série de inscrições que são interpretadas como marcos territoriais, demarcando as fronteiras entre povos.

Outros Marcos Territoriais
Local Inscrição Comentário
Outeiro de Jusão, Samaiões, Chaves
Marco divisório Praen/Coroq Marco divisório Praen/Coroq
COROQ // PRAEN
Marcos divisórios entre a comunidade dos COROQ e dos PRAEN. Ao longo do ribeiro de Outeiro Jusão apareceram 4 destes marcos com a palavra «Praen» numa face e «Coroq» na outra pelo que deveriam assinalar a divisão territorial entre essas comunidades que habitariam Castro de Lagarelhos ou «Castelo de S. Tiago»; o primeiro marco (na foto superior) servia de poldra no ribeiro e foi identificado por Argote no século XVIII, estando hoje no Museu da Região Flaviense com o código ARC614; o segundo exemplar (na foto inferior) foi descoberto em 1912 por José Leite de Vasconcellos embutido num muro em Campo da Roda, mas seria proveniente do campo da Trancada e está hoje no Museu Nacional de Arqueologia em Lisboa; os restantes dois marcos estão também no Museu da Região Flaviense em Chaves.
Lugar do Regueiral,
Sanfins, Valpaços

Terminus do Regueiral, Valpaços
TERMIN TREB OBILI
Inscrição rupestre de divisão territorial; Rodriguez Colmenero leu Termin(us) Treb(ilium) / T(erminus) / Obili(um) e interpretou-a como a divisão entre os povos Trebili e Obili (Colmenero, 1997, nº 618); outra leitura possível seria Terminus Trebae Obiliorum ou seja, «Término do território dos Obili» (ver aqui uma discussão da inscrição).
Cavalo dos Mouros, Noval, Soutelo, Chaves TERM / C · L Inscrição rupestre perto da aldeia de Noval num sítio conhecido por Cavalo dos Mouros e interpretada por Rodriguez Colmenero como um terminus entre dois povos (Colmenero, 1987, pp. 637, n.º 469); Alarcão sugere que se trata de um marco de divisão territorial entre dois castella, talvez entre o Castro de Muro/Cunhas (freguesia de Seara Velha) a NW e o Castro de Muro/Crasto (freguesia de Redondelo) a SW (Alarcão, 2004b, pp. 206-7).
Lugar da Pipa, Soutelo, Chaves Inscrição rupestre de Soutelo, Chaves
Viali ROICA
[H/IY]CIRI[O]YE
pr(a)et.[o]rio
[ ] PAGANICA
HOR DIE[ ]
PRECARIO
Inscrição rupestre num sítio conhecido por Lugar da Pipa, junto da via romana proveniente de Chaves por Seara Velha e Soutelo, uma das possíveis rotas da VIA XVII; as leituras são de Rodriguez Colmenero que a interpreta terminus com seguinte inscrição: [Via] / paganica / hor(is) die[i] / precario / [itur], (Colmenero, 1997, n.º 313); na segunda versão interpreta-a como uma inscrição viária dedicada a um curator viarum pelo pretório Roicae Cirioye (Colmenero, 1997, pp. 340-341, n.º 451); Alarcão sugere uma dedicatória «aos Lares Viais pelos vicani Circoiebre(nses) ou Circoieb(enses) que poderia habitar o vicus do Outeiro da Torre em Calvão (Alarcão, 2004b). As leituras são muito duvidosas e não é possível ainda tirar conclusões, mas sem dúvida que se trata de uma inscrição de carácter viário, junto da via romana (seja ela a principal ou uma sua variante) que seguia para Aquae Flaviae.
Citânia de Sanfins, Paços de Ferreira Inscrição rupestre da Citânia de Sanfins, Paços de Ferreira Nimidi / Fiduenearum / hic (finis)
Cosu Ne(medeco) ae(dem) / F(- - -) s(acravit)
Inscrição rupestre conhecida por «Penedo das Ninfas» é uma situada num local conhecido por Bouça de Fervenças/Chãs do Reitor, extra-muros à Citânia de Sanfins, provavelmente relacionado com um local de culto deste povoado dado apresentar a inscrição COSVNE AE / [...] S na face nascente, certamente a divindade indígena Cosus Neneoecus que também aparece nas aras de Burgães e de Ervosa, e na face poente a inscrição NIMIDI FIDVENEARVM HIC, hipoteticamente «aqui Nimidi, citânia do povo Fidueneae» (Silva A.C.F., 1980; Búa, 1999); o espólio deste povoado, incluindo as duas aras anepígrafas, está hoje no Museu Arqueológico da Citânia de Sanfins que reúne outros achados da região como a ara a Júpiter achada na vizinha casa paroquial e a ara dedicada a Turiaco achada na Igreja de Lamoso.
Pindelo, Cinfães Inscrição de Pindelo Clemens [- - -] / concilium [- - -] / C R D S [- - -] / foros · Paesur · SEA / contumaces [- - -] / hic · Sear · I Inscrição rupestre num rochedo do sítio conhecido por Volta, lugar de Pindelo (Nespereira, Cinfães); a interpretação do texto suscita ainda muitas dúvidas, mas as possíveis referências aos povos PAESURI e SEARAS neste local levanta a hipótese de que aqui seria a divisão territorial entre estes dois povos, ficando os Paesuri a norte, com possível sede em Cárquere ou no Castro de Sampaio e os Searas a sul, confrontando com o territorium dos Interannienses com capital em Viseu (Vissaium); notar que o povo Searas aparece em duas outras inscrições rupestres, a inscrição do Cabeço Letreiro em Tondela e a inscrição de Carvalhal de Vermilhas em Vouzela (descrição abaixo) e os Paesuri são mencionados na famosa inscrição da Ponte de Alcântara; ver estudo epigráfico de José d'Encarnação e Luís Pinho em Ficheiro Epigráfico 299.
Britelo, Penela da Beira Inscrição do Marcadouro, Penela da Beira Visancoru(m) / Camali / Concili(um?) Inscrição rupestre no sítio do Marcadouro/Mercadoura junto da aldeia de Britelo (Penela da Beira, Penedono) que marcaria uma decisão de um «concilium» (assembleia) sobre algo, talvez sobre divisão de propriedades. Notar que a palavra «concilium» aparece também na inscrição de Pindelo em Cinfães. Junto da inscrição passava a via romana que ligava Paredes da Beira a Marialva, relacionada com a exploração mineira em St. António (Granja) e de Ourozinho (Antas, Penedono).
Conde, Freixo de Numão Inscrição do Conde, Numão ARREA · SE[- - -] / TRAIECTV · M[- - -] Inscrição rupestre num penedo no sítio do Conde junto da travessia da ribeira da Teja na Ponte Romana?-Medieval da Zaralhôa que deveria assinalar o ponto de travessia da ribeira na estrada entre Freixo de Numão e Numão; ver estudo epigráfico em «Epigrafia rupestre de Numão». (Coixão e Encarnação, 2001).
Areal, Freixo de Numão Inscrição de Areal, Numão ASANIANC VIA FECERVNT Inscrição rupestre num penedo no sítio de Areal localizado junto do antigo caminho de acesso ao castelo e da confluência das ribeiras de Tourões e Duas Casas com a seguinte leitura: As(s)aniancences Via(m) Fecerunt, ou seja «Os Assanienses construíram a estrada» está certamente associada ao troço de calçada que passa junto do penedo. Ver estudo epigráfico em «Epigrafia rupestre de Numão». (Coixão e Encarnação, 2001).
Cabeço Letreiro, Serra de Silvares, Tondela
Inscrição de Silvares
1.
IRVCOVTIORI / AQVAE DIVERTIO [- - -] // [- - -]HA[- - -] // [- - -]A[- - -] / ARVONI
2. H F / SEAR / AQ D // EA
3. TRI
Inscrição rupestre distribuída por vários rochedos que segundo J. Inês Vaz seria um triffinium, assinalando os limites territoriais de três povos: os IRUCOUTIORI a ocidente, os ARVONI a sul e os SEAREAS a nordeste; a expressão Aquae Divertio sugere um acordo entre estes povos sobre a divisão de águas no local das nascentes (Vaz, 1995).
1. Irucoutiori / aquae divertio [- - -] // [- - -]HA[- - -] // [- - -]A[- - -] / Arvoni;
2. H(ic) f(inis) / Sear(eas) / aq(uae) d(ivertio) // EA;
3. Tri(finium);
Carvalhal de Vermilhas, Vouzela
Inscrição Paisicaico
1. PAISICAICO POS / HAC INS
2. HIC.LOC/ VS.DERE/ VAECAS/ VOCATVR
3. SEAREAS HIC
4. C/ MO/ SE
Inscrições gravadas em vários rochedos graníticos ao longo de uma possível via romana que segue o caminho carreteiro que liga as aldeias de Fornelo do Monte a Carvalhal de Vermilhas, relacionada com a actividade mineira. (Vaz 1995, pp. 290-292)
1. Inscrição no sítio da Torre em Corgas Roçadas.
     Leitura de Inês Vaz: Paisicaico pos(uit) / hac fi]nis
     Leitura HIEP: Cl(audius) [- - -] / cupavit / Paisicaico f(inis) / h[ac fi]nis / - - -
     Leitura de Colmenero: (filius) [agrum? oc]/cupavit · / Paisicaico pos(uit) / hac ins(trumentum, -criptionem)
     Leitura de José d’Encarnação: PAISICAICOI / HAC FINIS
2. Inscrição no Cabeço da Estrada, provável marco de delimitação de uma concessão mineira designada por DEREVAECAS. (Vaz, 1995)
3. Inscrição a 150 m para NW do sítio da Estrada. Terminus do povo SEAREAS
4. Inscrição da Regadinha/Abelheira entre Alcofra e Carvalhal de Vermilhas. Terminus?
Alhais, Vila Nova de Paiva Inscrição do Cavalinho I'INIS
Leitura: FINIS. Inscrição rupestre gravada num penedo isolado no cimo de um cabeço, conhecido por Cavalinho, a norte da povoação de Alhais de Cima, concelho de Vila Nova de Paiva (Vieira, 2004:135). O termo FINIS sugere que se trata de um marco de divisão territorial entre civitates, provavelmente entre os Interaminienses a sul, com sede em Viseu e os Coilarni a norte, com sede em Cárquere ou Lamego.
Igreja de Argomil, Pomares, Pinhel
Estela de Argomil
IMP / CEASAR / DIVI F / AVGVSTV / COS XI / IMP VIII
Estela possivelmente do ano 23 a.C. recolhida no interior da Igreja de Argomil, interpretado como marco territorial militar por Jorge de Alarcão, lendo «Ao imperador César Augusto, filho do Divino, Cônsul pela décima primeira vez e Imperador pela oitava vez». Não se conhecem outros vestígios romanos junto da igreja pelo que a estela poderá ter sido transferida de outro sítio romano ainda desconhecido; no entanto, a presença militar na região do Côa é inquestionável, com vários indícios de acampamentos militares romanos (Castelo dos Mouros, Castelo Mendo e Castelo dos Prados), assim como algumas epígrafes de cariz militar (Argomil, Manigoto e Alfaiates) e presença de veteranos em Numão e Longroiva. (Alarcão, 2006; Perestrelo, 2006).
Alfaiates, Sabugal
Estela de Alfaiates
CX[...] / IM[P] / CAESA[R] / DIVI F / AVGVSTVS / C[O]S XII[I] / IMP / X[VI vel VII]
Inscrição dedicada a Augusto com um texto muito similar ao da Estela de Argomil descrita acima, embora mais tardia (talvez do ano 4 ou 5 a.C.) e por isso também interpretada por Jorge Alarcão como um marco militar territorial, lendo «Ao imperador César Augusto, filho do Divino, Cônsul pela décima terceira vez e Imperador pela décima sexta vez»; os vestígios romanos em torno de Alfaiates permitem equacionar a hipótese de ter existido aqui um acampamento militar romano; pertence ao acervo do MNA (Alarcão, 2006:134; Osório, 2006:147; 2014). Outros autores interpretam estas inscrições como miliários prismáticos colocados numa fase inicial da romanização para assinalar a via romana proveniente do Sabugal que seguia por Alfaiates e Aldeia da Ponte rumo ao actual território Espanhol (Mantas, 2012; Curado, 2013).
Igreja de Lamas de Orelhão, Mirandela HEINC LETERAM Leitura: «Aqui Letera». Inscrição descoberta na capela mor da igreja de Lamas de Orelhão assinalando muito possivelmente o povoado fortificado situado no outeiro do actual cemitério; a ser assim este local poderia designar-se em época romana por «Castellum Leteram».
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A Inscrição da Ponte de Alcântara


Trata-se de uma placa inserida na Ponte Romana de Alcântara (CIL II 760), cuja epígrafe indica os diversos povos que contribuíram para a sua construção. A placa actual é uma cópia efectuada no século XIX, aquando da restauração da ponte promovida pela Rainha Isabel II de Borbón em 1859, a partir de transcrições do original efectuadas nos séculos XV e XVI que estaria nessa época já muito desgastada, justificando assim os erros de transcrição observados hoje, como Arani em vez de Aravi e Talores em vez de Tapores, mas para além destas dúvidas na sua grafia, se exceptuarmos o caso dos Igaeditani em Idanha-a-Velha e dos Aravi em Marialva, todos os outros povos mencionados continuam envoltos em grandes incertezas quanto à localização das respectivas civitates.

Foto da Inscrição da Ponte de Alcântara
MUNICIPIA
PROVINCIAE
LVSITANIAE. STIPE
CONLATA. QVAE. OPVS
PONTIS PERFECERVNT
IGAEDITANI
LANCIENSES OPPIDANI
TALORES
INTERAMNIENSES
COLARNI
LANCIENSES TRANSCVDANI
ARANI
MEIDVBRIGENSES
ARABRIGENSES
BANIENSES
PAESURES
(CIL II 760)
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A «Coluna de Trajano» e o «Padrão dos Povos»


Sobre a Ponte Romana de Trajano em Chaves existem duas colunas com inscrições romanas por vezes confundidas com miliários; trata-se na verdade de inscrições honoríficas relacionadas com a construção da ponte feitas no século XIX a partir dos originais romanos; enquanto na chamada «Coluna de Trajano», podemos ver que a construção da ponte terminou no ano 79 d.C., na outra, designada por «Padrão dos Povos», podemos ler o nome das 10 civitates que constituíam o municipium de Aquae Flaviae e que contribuíram para a sua construção. (Fonte, 2006).

A «Coluna de Trajano» é uma inscrição honorífica ao Imperador Trajano feita pelos Aquiflavienses para assinalar a construção ponte romana no ano 79 d.C.





IMP(eratori) CAES(ari) NERVA/ TRAIANO
AVG(usto) GERM(anico)/ DACICO PONT(ifici)
MAX(imo)/ TRIB(unicia) POT(estate) CO(n)S(ule)
V P(atri) P(ATRIAE)/ AQVIFLAVIENSES/ PONTE
LAPIDEVM/ DE SUO F(aciendum) C(uraverunt)
(CIL II 2478).
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O «Padrão dos Povos» é uma inscrição honorífica feita pelas 10 civitates que compunham o municipium de Aquae Flaviae ao Imperador Vespasiano; o nome de «Padrão dos Povos» advém da inscrição enumerar o nome desses populi por ordem alfabética, sendo por isso um documento de enorme importância para o conhecimento dos diversos povos que habitavam a região. O original que andou algum tempo perdido, foi felizmente recuperado do leito do rio Tâmega em 1980 e hoje está em exposição no átrio do Museu da Região Flaviense em Chaves. Alguns autores relacionam este monumento de 79 d.C. com a atribuição por Vespasiano do ius Latii a toda a Hispânia a partir de 73-74 d.C., o que permitiu passar de uma administração do território baseado em oppida indígenas, ou seja nos povoados castrejos pré-romanos que são chamados pelos romanos de Castella, para uma organização baseada em Civitates sob a tutela de uma capital regional como é o caso de Chaves que adquire a categoria de municipium Latinum, passando a dispor de grande autonomia política para gerir o seu territorium. (Fonte, 2006).



IMP(eratori) CAES(ari) VESP(asiano) AVG(usto)
PONT(ifici)/ MAX(imo) TRIB(unicia) POT(estate)
X IMP(eratori) XX P(atri) P(atriae) CO(n)S(uli) IX/
IMP(eratori) VESP(asiano) CAES(ari) AVG(usti)
F(ilio) PONT(ifici) TRIB(unicia)/ POT(estate) VIII
IMP(eratori) XIIII CO(n)S(uli) VI[I]/ (...)/ C(aio)
CALPETANO RANTIO QUIRINALI/ VAL(erio)
FESTO LEG(ato) AVG(usti) PR(o) PR(aetore)/ D(ecimo)
CORNELIO MAECIANO LEG(ato) AVG (usti)/ L(ucio)
ARRVNTIO MAX(imo) PROC(uratori) AVG(usti)/
LEG(io) VII GEM(ina) FEL(ix)/ CIVITATES X/
AQVIFLAVIENSES AVOBRIGENS (es)/ BIBALI
COELERNI EQVAESI/ INTERAMICI LIMICI
NAEBISOCI/ QUERQVERNI TAMAGANI
(CIL II 2477)
As dez cividades dos Aquiflavienses, Aobrigenses, Bibali, Coelerni, Equaesi, Interamici, Limici, Aebisoci, Quarquerni e Tamagani (mandaram fazer este monumento) ao Imperador Caesar Vespasianus Augustus, Pontífice Máximo, com o poder tribunício pela décima vez, aclamado imperador pela vigésima vez, Pai da Pátria e Cônsul pela nona vez, ao Imperador (Titus) Vespasianus Caesar, filho de Augustus, Pontífice, com o poder tribunício pela oitava vez, aclamado imperador pela décima vez e Cônsul pela sétima vez (e ao Caesar Domitianus, filho de Augustus, Cônsul pela sexta vez...?), a Gaius Calpetanus Rantius Quirinalis Valerius Festus legado propretor de Augustus, Decimus Cornelius Maecianus legado de Augustus e Lucius Arruntius Maximus procurador de Augustus, e à Legio VII Gemina Felix. (Tradução de Armando Ferreira da Silva in «Novos dados sobre a organização social castreja»)

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Cidades e Povoações Romanas (oppida et vici)


Lista alfabética de povoações romanas em território nacional com uma tentativa de localização e de definição dos seus limites territoriais. A localização é baseada tanto em testemunhos epigráficos, como por exemplo na famosa inscrição da Ponte de Alcântara, no chamado «Padrão dos Povos» da Ponte de Trajano em Chaves e muitas outras inscrições que contêm referências explícitas aos nomes das civitates como por exemplo os significativos casos das aras que revelaram a existência da civitas Cobelcorum e da civitas Aravorum com sede em Almofala e Marialva respectivamente, mas também do cruzamento da evidência arqueológica com referências conhecidas nas fontes clássicas, em particular na História Natural de Plínio-o-Velho, na Geografia de Ptolomeu, no Anónimo de Ravena, o Ravennatis e claro no Itinerário de Antonino. No entanto a sua cartografia continua a suscitar muitas interrogações e existe grandes discrepâncias nas propostas apresentadas. (Tranoy, 1981; Silva, 1986; Alarcão, 1988a, 1992, 1995, 1998a, 1999; Lemos, 1995a; Guerra, 1995; Vaz, 1997; Colmenero, 2004, Fonte, 2006; Carvalho, 2008).

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Povos na Época Romana (populi)


Os principais povos que habitavam o território nacional ou na sua fronteira são mencionados tantos nas fontes clássicas como em diversas inscrições. O termo «povo» tem aqui um carácter lato que comporta várias tipologias e poderá representar tanto uma pequena população de carácter tribal e confinada a um pequeno território, quer o nome de populi ou civitates que dominam toda uma região partilhando afinidades étnicas ou territoriais, pelo menos ao olhar do invasor; esta organização administrativa do território em época romana está na origem dos actuais municípios. Segue-se a lista alfabética desses povos com breves apontamentos sobre a sua localização.

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Portos e Promontórios


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Rios


Minho   MINIUS(1,6,7)/MINUA(11)/BAENIS(9)

Lima   LIMIA(1)/LIMIUS(7)/LETHES(10)/HADE?(11)

Neiva   NEBIS(1,6)

Cávado   CELADUS (1)

Ave   AVO(1)/AVUS(6)

Tâmega   TAMEO(?)/TAMACA(?)

Douro   DURIUS(2,7,10)/DORIUS(5)
Vouga   VACUA(7)/VAGIA(4)/VACUS(5).

Mondego   MUNDA(2,7)/MONDA(5)

Nabão   NABUM(11)

Tejo   TAGUS(1, 5, 8, 10, 11)

Sado   CALIPODIS(5)/CALLIPUS(?)

Guadiana   ANAE(1,4)/ANAM(3)/ANAS(5)


1. Mela, Corografia (III, 7): «Avo, Celadus, Nebis, Minius et cui oblivionis cognomen est Limia».
2. Mela, Chorographia (III, 6): «Munda»; «Durius».
3. Mela, Chorographia (III, 3): «Anam».
4. Plínio, Naturalis Historiae (IV, 35): «Vagia»; «Munda»; «Anae».
5. Ptolomeu, Geographia (II, 4): «Anas»; «Dorius»; «Calipodis»; «Tagus»; «Monda»; «Vacus»
6. Ptolomeu, Geographia (II, 6): «Avus»; «Nebis»; «Limius»; «Minius»
7. Estrabão, Geographia (III, 3, 4): «Vacua»; «Minius»; «Munda».
8. Estrabão, Geographia (III, 3, 1): «Tagus».
9. Artemidoro, Geographoumena (II): «Baenis».
10. Avieno, Ora maritima (Hisp.71): «Tagus»; «Lethes»; «Oblivion» «Durius».
11. Anónimo de Ravena, Cosmographia (IV, 45): «Tagus», «Nabum», «Hade», «Minua».
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Bibliografia


ABREU, A. J. M. de (1893) - Oliveira do Hospital: traços histórico-críticos. Coimbra: Imprensa da Universidade.
ALARCÃO, Jorge de (2012) - Notas de arqueologia, epigrafia e toponímia VI. in RPA 15, pp. 113-137.
ALARCÃO, Jorge de (2010) - A costa portuguesa em Artemidoro. in RPA 13, pp. 107-123.
ALARCÃO, Jorge de (2008a) - Coimbra: a montagem do cenário urbano. Imprensa da universidade de Coimbra.
ALARCÃO, Jorge de (2008) - Notas de arqueologia, epigrafia e toponímia V. in RPA 11, pp. 103-121.
ALARCÃO, Jorge de (2006a) - As Vias Romanas de Olisipo a Augusta Emérita. in Conimbriga, 45, pp. 211-251.
ALARCÃO, Jorge de (2006) - Notas de arqueologia, epigrafia e toponímia IV. in RPA 9, pp. 131-147.
ALARCÃO, Jorge de (2005d) - O território dos Paesvri e as suas principais povoações. In Conimbriga XLIV, pp. 147-171.
ALARCÃO, Jorge de (2005c) - Ainda sobre a localização dos povos referidos na ponte de Alcântara. Guarda: Actas das 2.as Jornadas de Património da Beira Interior, pp. 119-132.
ALARCÃO, Jorge de (2005b) - Povoações Romanas da Beira Transmontana e do Alto Douro. in Côavisão, 7, pp. 9-18.
ALARCÃO, Jorge de (2005a) - Notas de arqueologia, epigrafia e toponímia III. in RPA 8, 2, pp. 293-311.
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