Vias Romanas em Portugal
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Um «histórico» deste site?

O histórico permite acompanhar as principais alterações produzidas neste site desde o seu arranque em 2004. Os itinerários romanos têm sofrido uma constante evolução à medida que novos dados são descobertos e novos estudos publicados. A descoberta de um miliário ou de um novo troço de calçada pode provocar grandes alterações nos percursos, levando por vezes a uma modificação total da rota nessa zona como um puzzle que se vai encaixando progressivamente. A identificação dos percursos utilizados no período romano é uma tarefa ingrata pois os dados escasseiam enquanto proliferam as suposições, conjecturas e efabulações sem aderência à realidade geográfica e arqueológica. Apesar destas dificuldades, o esforço contínuo de correcção, revisão e actualização do site tem elevado o grau de confiabilidade, sendo cada vez mais usada em trabalhos de carácter arqueológico ou patrimonial. Dos itinerários por pontos aos mapas cartografados vai um longo percurso que é registado aqui-

NOVO!: lista de referências ao site em artigos científicos e teses de mestrado e doutoramento.

Alterações do site por ordem cronológica


2020 Julho
  • Itinerário XIX: Braga - Ponte de Lima: revisão da etapa entre os rios Cávado e Lima com alterações pontuais do percurso; como já se vem dizendo, a travessia do rio Neiva não seria feita na Ponte de Goães (ponte medieval sem sinais de romanidade), mas mais a jusante, talvez entre Monte da Ribeira e Lagoeira; esta solução permite integrar melhor os miliários descobertos na área e alinha o trajecto com a continuação da via na outra margem por Anais. O trajecto a partir da Ponte do Prado sobre o rio Cávado seria por Oleiros, Bouça de Atiães, Mata do Jerónimo, Portela das Cabras, Hospital e Monte da Ribeira. Daqui ao rio Lima fazia-se passar a via pelo actual «Caminho de Santiago», seguindo a proposta de Ferreira de Almeida por Queijada rumo à travessia do rio Trovela na chamada «Ponte Nova», ponte que já existia em 1258 (CAF, Almeida, 1968; CAB Almeida, 1990), continuando por Fornelos onde se achou um miliário; no entanto, sempre houve dúvidas se este seria o percurso romano, podendo ser uma variante medieval entretanto construída como o próprio topónimo parece sugerir. Por outro lado em Souto de Rebordões existe um possível miliário enterrado junto da Quinta das Fontes que caso não esteja deslocado poderia assinalar uma rota alternativa cruzando esta povoação (Colmenero et al., 2004). Uma análise deste trajecto permitiu verificar que de facto esse caminho existe e que é muito antigo, seguindo uma marcação miliária que corresponde à posição do marco e das capelas e alminhas da paróquia, além de um trajecto mais de acordo com a habitual tipologia das vias antigas, evitando por exemplo a travessia da ribeira do Folinho. Outro aspecto muito relevante para validar este percurso são as várias referências a uma «via publica» que cruzava a paróquia nas Inquirições de D. Afonso III em 1258, mostrando que era de facto uma estrada importante; nesse documento é referido uma «Cividade» que indicia a existência de um antigo povoado tipo castro (PMH Inq., fl. III, 347). Em função deste dados não restam dúvidas que a via passaria por aqui, cruzando o rio Trovela junto do sítio do «Passo». Daqui seguia por Posa até Ponte de Lima. O traçado destas duas variantes é apresentado neste mapa.

  • 2020 Junho
  • Mapas: publicação da versão 3.6 do mapa de vias e sítios com a rectificação dos traçados por Amarante, Serra do Marão (descrita abaixo). Para reportar erros, pf enviar para psoutinho@gmx.net. O mapa pode ser consultado aqui.
  • Miliários: publicação de uma foto actual do miliário de Santos Mártires retirada daqui.
  • Miliários: publicação de um possível miliário inédito reutilizado como suporte de uma varanda de uma casa de Vila Chã (Seia) identificado por Nuno Pinheiro (foto). Tem as seguintes dimensões visíveis (parte está enterrado): 190 cm de altura, 110 cm de diâmetro na base e 104 cm no topo. A proximidade com o marco do cemitério de Santa Comba, recentemente publicado por Vasco Mantas (vide entrada em Fevereiro de 2020), indiciam que pertenceriam à mesma via, ou seja, entre Celorico da Beira e Bobadela; eventualmente este marco estaria também junto do cemitério de Santa Comba, local a 26 milhas de Celorico e a 13 de Bobadela.
  • Miliários: inclusão de várias colunas anepígrafas encontradas nos concelhos de Moimenta da Beira e Sernancelhe, publicadas no «Ficheiro Epigráfico» (FE 731-733).
    - FE 731: "Coluna em Paçô"; possível miliário num muro de propriedade com uma cruz gravada no topo e a data 1848 na lateral.
    - FE 732: "Coluna em Cerca"; possível miliário num olival do lugar da Cerca na freguesia de Castelo (Moimenta da Beira). Admitindo a sua função viária poderia nesse caso assinalar uma via entre o Castro de Goujoim e Moimenta da Beira passando por Castelo.
    - FE 733: "Coluna em Paçô"; possível miliário descoberto num muro de propriedade no sítio de Charangões ou Chingalhões, entre Lapa (Sernancelhe) e Mouções (Aguiar da Beira), muito próximo da divisória concelhia. Admitindo a sua função viária poderia nesse caso assinalar a via romana entre Moimenta da Beira e Aguiar da Beira. Actualmente encontra-se na Junta de Freguesia de Quintela.
  • Miliários: publicação de um 'novo' miliário de Conímbriga que apareceu em 2008 durante escavações da chamada "Casa do tridente e da espada" mas que só agora foi publicado (2020; FE 737); para além deste exemplar existem mais 4 miliários encontrados na cidade, actualmente depositados no Museu Monográfico.
  • Vias - Serra da Estrela: o avanço na georreferenciação dos traçados permitiu clarificar a rede viária que cruzava a Serra da Estrela; este grande obstáculo à circulação até cruzava em várias direcções, mas que aparentemente teria o grande nó viário no Alto dos Carvalhos Juntos. Aqui confluíam três vias que fariam parte de grandes itinerários: o primeiro com origem no litoral Atlântico vinha por Talabriga e Vissaium, subindo a encosta da serra por Folgosinho; a segunda teria origem no rio Douro e seguia por Moimenta da Beira, Aguiar da Beira e Fornos de Algodres, subindo depois à serra por Linhares; a terceira, também com origem no Douro (Vesúvio), passava na sede da civitas Aravorum em Marialva e ascendia a serra por Lageosa do Mondego. Este local era portanto o local de confluência destes três grandes eixos viários que desciam depois a encosta nascente para cruzar o rio Mondego na Quinta da Taberna, continuando daqui para a estação viária junto do povoado pré-romano de Barrelas (Berecum?) e daqui por «Centum Cellae» e Igaedis rumo a Mérida.
  • Itinerário Braga - Serra do Marão - Rio Douro: grande revisão do itinerário genérico de Braga a Vila Real; certamente que existia um itinerário romano ligando Braga a Trás-os-Montes cruzando a Serra do Marão, mas o seu exacto trajecto mantinha-se pouco mais que hipotético; as dúvidas surgem logo na travessia do rio Tâmega em Amarante; de facto, a construção da Ponte de São Gonçalo em Amarante é uma iniciativa medieval e não há sinais de uma anterior romana; pelo contrário os sinais de povoamento romano surgem mais a montante na área da freguesia de Gatão, onde existe um povoado que poderia designar-se por «vicus Atucausis» com base na ara dedicada a Júpiter pelos Vicani Atucausensis que apareceu na Quinta dos Pascoais (CIL II 6287), actualmente no MSMS, nº 44. Uma outra inscrição, uma ara dedicada a Adus entretanto desaparecida, servia de pia na Igreja de S. João Batista (CIL II 2383). Ao colocar a travessia do Tâmega neste local surge um nova rota mais de acordo com o modelo pré-romano e sem as dificuldades apresentadas pelo rota por Amarante. Em particular, a passagem pela chamada «Calçada de Marancinho», troço de via antiga com profundas marcas de rodados que desce pela margem direita da ribeira do Marancinho que deverá ser uma construção (ou reparação) medieval, tal como a Ponte do Fundo da Rua em Aboadela; a continuação deste trajecto para Campeã revela-se também problemático devido às fortes pendentes dos caminhos que sobrem a encosta da serra. Assim é mais provável que o itinerário romano cruzasse o Tâmega nas proximidades de Gatão, onde existiria uma ponte antiga com possível origem romana visto que é citada em documentação alto-medieval como «ad antiquam pontem fluminis Tamice (…)» (apud Balsa, 2017). Daqui seguia a sul e a leste de Vila Chã do Marão, onde recebia uma outra via proveniente de Tongobriga por Lomba e Moure (como origem no rio Douro). Seguia depois por «Pousado», «Estalagem Velha», Covelo do Monte, Lameira e Alto de Espinho para a Campeã (vide Dias 1987, 1996, 1997 e 1998; A. B. Lopes, 2000, Balsa, 2017). Depois da Campeã seguia até Torgueda onde entronca na via N-S proveniente de Chaves e que seguia por Santa Marta de Penaguião para a travessia do rio Douro em Peso da Régua e daqui por Moimenta da Beira rumo a Marialva e a Mérida. Aliás este poderia constituir o itinerário privilegiado para ir de Braga a Mérida, utilizando os seguintes troços.

  • 2020 Maio
  • Mapas: publicação da versão 3.5 do mapa de vias e sítios com a rectificação de traçados introduzidas desde Setembro 2019 (descritas abaixo). Nesta versão foi introduzido o levantamento dos possíveis nós viários identificados através do marcador "mutationes" mesmo não havendo vestígios que o comprovem; o objectivo assinalar os locais de cruzamento. O critério de cores foi também revisto com o objectivo de facilitar a leitura do mapa. Assim, os traçados usam agora apenas 3 cores: amarelo para os traçados principais, verde para as rotas secundárias e o azul para os ramais de interligação entre itinerários principais e suas variantes. Este código de cores visa facilitar a leitura do mapa e não pretende definir como é óbvio uma classificação absoluta do nível de importância da via que em geral é impossível determinar. Para reportar erros, pf enviar para psoutinho@gmx.net. O mapa pode ser consultado aqui.
  • Itinerário XVI - Braga: a parte inicial do percurso de Braga ao Porto sempre colocou algumas dificuldades (vide e.g. Ferreira, 2012); o trajecto proposto por diversos autores seguia pela Ponte da Pedrinha, Lomar, Esporões, Trandeiras e Escudeiros, percurso pontuado por vestígios romanos, nomeadamente um miliário de Crispo referido por Argote na "Igreja de Lomar" ("Memórias...", I, 236). A dificuldade em conciliar este percurso com a distância de 35 milhas de Braga ao Porto indicadas no I.A. (distância aliás confirmada por um miliário encontrado em Braga), levou-me a estudar um percurso alternativo mais curto. Desse estudo resultou uma nova proposta de traçado que partindo da saída da cidade pelo Largo de Maximinos, seguia pela rua do Cruzeiro, vencendo a primeira milha no lugar da Gandra, junto de bloco granítico de aparência romana, eventual cipo gromático que hoje está na berma da estrada e que saiu das ruínas da casa pegada (foto); (ver no street view). A segunda milha seria atingida na travessia do rio Este na ponte antiga (medieval?) no lugar da Ponte Nova; julgo aliás que o local original do miliário a Crispo referido por Argote não seria a Igreja de São Pedro associada ao antigo mosteiro beneditino como tem sido proposto, mas sim junto da Capela de Lomar situada precisamente defronte da travessia do rio Este. Daqui a via seguiria por Costa e Bemposta até às alminhas de São Miguel onde atingia a terceira milha; daqui seguia para Figueiredo (onde se assinalam vestígios na «Casa da Vila» e um tesouro monetário em Pipe) e São Vicente do Peso, continuando talvez pelas Alminhas do Sr. Padrão rumo ao nó viário da Portela, de onde descia a Vila Nova de Famalicão por São Cosme do Vale.
  • Itinerário XVI - Rio Ave: a outra correcção efectuada no percurso está relacionado com o local de travessia do rio Ave, tradicionalmente colocada na Ponte da Lagoncinha; no entanto, esta ponte é uma construção medieval sem qualquer vestígio romano pelo que a travessia em período romano poderia ser noutro local mais a jusante. Assim, é possível que a via continuasse por Montezelo passando na Igreja Paroquial de Lousado onde aliás apareceu um miliário de Magnêncio. Mantendo a mesma directriz. é muito provável que a via se dirigisse à travessia do rio Ave na «Barca da Esprela», num percurso mais directo e mais curto rumo à Trofa. Deste modo evita-se o duvidoso percurso pela margem esquerda do Ave entre a Ponte de Lagoncinha e a Trofa que foge aos padrões habituais na viação antiga. Com esto acerto a distância total do percurso proposto aproxima-se das 35 milhas mas ainda resta uma diferença significativa que só pode ser explicada por um trajecto mais directo em alguns pontos do percurso.

  • 2020 Abril
  • Itinerário XV - Monte da Pedra: revisão do traçado do Itinerário XV de Santarém a Mérida na área de Monte da Pedra, presumível localização de Fraxinum. São pequenos ajustes que no entanto têm grande impacto no nível de acerto da marcação miliária pois vem confirmar a distância indicada no I.A. de 64 milhas a Santarém. a alteração mais significativa foi operada na passagem pelos vincados vales antes de atingir Monte da Pedra. Assim, o percurso anterior que passava no Alto dos Carris passou a adoptar um trajecto mais a sul por São Bartolomeu, Margem e Polvorosas, encurtando o percurso em cerca de 2 milhas. De facto, os vestígios de uma via antiga que se observam no Alto dos Carris pertencem na realidade à via proveniente da travessia do rio Tejo junto a Aritium que ligava a Fraxinum, subindo a encosta pelo caminho de festo que separa as ribeiras da Lampreia e do Carregal, cujo início é aliás assinalado pelo miliário de Monte Galego, ainda hoje na berma da estrada. A via seguia então por Lamerancha e Alto do Vale da Vinha rumo ao Monte da Machouqueira, onde cruzava a ribeira da Margem, continuando depois até às Polvorosas, onde conflui no Itinerário XV. A via principal funcionava como um tronco comum de onde partiam as diversas ligações ao rio Tejo que foram também revistas. Para quem vinha de Mérida estes itinerários permitiam uma passagem sem grande dificuldades em altitude, descendo depois pelas linhas de festo aos diversos pontos de travessia do rio Tejo, sendo que em dois desses locais foram identificados miliários, nomeadamente o referido marco de Monte Galego e o miliário do Crucifixo perto de Tramagal. O traçado proposto para Santarém seguia por Bemposta até ao nó viário das Mestas, onde cruza o itinerário XIV, descendo depois a Santarém pelo caminho de festo que passa no Alto da Perna Seca.
  • Itinerário XIV - rio Tejo: para quem vinha de Mértola, chegando à «Encruzilhada das Mestas» poderia optar por descer a Santarém como referido no ponto anterior, mas a directriz do Itinerário XIV que seguia por Alter do Chão e Ponte de Sor mostra claramente que esta teria continuação para poente rumo à rio Tejo (Golegã), com diversos miliários ao longo do seu trajecto (Tamazim e Lagoa Grande) e uma estação viária na Galega Nova, onde um outro ramal descia à travessia do rio Tejo em Tancos Seilium (Tomar). Assim, esta constituía uma via independente que integrava o Itinerário XIV mas que não se dirigia a Santarém mas à travessia do rio Tejo nas proximidades da Golegã; a continuação da via na outra margem aponta na direcção de Collippo (próximo de Leiria), seguindo pelas estações viárias de Moitas Venda e Covão da Carvalha. Deste modo, o Itinerário XIV utiliza parte de uma grande itinerário ainda mais antigo que ligava presumivelmente a meseta Espanhola ao Atlântico. Possivelmente este terá perdido a sua unicidade à medida que Santarém assume o papel de sede administrativa no período romano. Mais uma vez se prova que os «Itinerários de Antonino» utilizam por norma troços de vias independentes, isto é, vias cuja marcação miliária identifica claramente um ponto inicial para contagem das milhas, um «caput viarium», e indirectamente um destino final. Assim se explica porque o I.A. apresenta dois itinerários entre Santarém e Mérida praticamente paralelos que bifurcariam na «Encruzilhada das Mestas», o XV num percurso mais próximo do Tejo sem no entanto o tocar enquanto o Itinerário XIV seguia uma rota mais directa rumo a Mérida passando por Alter do Chão (Abelterium), num percurso mais curto e menos acidentado que a variante norte, sendo aliás a única que apresenta marcação miliária e obras monumentais como a Ponte da Vila Formosa ao longo do seu trajecto. A configuração da rede viária nesta área parece estar finalmente clarificada, no entanto subiste o problema da localização das estações viárias referidas no I.A., Aritium Praetorium e Tubucci. As distância indicadas no I.A. colocam a primeira na área da Herdade de Água de Cima e a segunda na área da «Encruzilhada das Mestas», portanto próximo do local onde os dois Itinerários se reuniam e desciam a Santarém, num percurso que rondaria as 30 milhas até ao local de travessia do rio Tejo. O I.A. indica 32 milhas (cerca de 48 km) de Tubucci a Santarém, ou seja 2 milhas a norte das Mestas, o que coloca esta estação junto do Monte da Valeira Alta. Esta posição é também compatível com as 32 milhas indicadas no I.A. daqui à estação seguinte, Fraxinum, dado que pelo percurso proposto estes pontos estão separados por cerca de 48 Km. Em suma, o avanço do estudo tem reforçado esta solução, sabendo porém que a discussão está longe de encerrada.
  • Travessias do rio Tejo: a identificação dos diversos pontos de travessia do rio Tejo segundo um critério arqueológico e geográfico permitiu uma revisão da rede viária na margem oposta, em particular nas vias que seguiam para noroeste para Conimbriga e Seilium cruzando o rio Zêzere. Formaram-se assim grandes itinerários ligando esses oppida a Mérida, apesar dos seus traçados continuarem obscuros em alguns pontos, numa área tão acidentada como é região delimitada pelos rios Tejo, Zêzere e Ocreza (ver aqui).
  • Itinerários de Collippo: em consequência do anterior os itinerários que ligam Collippo a Scallabis e a Eburobrittium foram revistos com melhor identificação das estações e revisão de alguns pontos do traçado (ver aqui). Entre estas duas rotas existia um outra que ligava Aljubarrota à Ota, estrada referida no «Roteiro Terrestre» com estações em Palhota e Tagarro; a sua utilização já no período romano parece segura interligando Collippo a Ierabriga (ver aqui).

  • 2020 Março
  • Itinerário de Eburobrittium a Olisipo: as incertezas no traçado continuam, mas é mais plausível que a antiga estrada seguisse o percurso da «Estrada Real» referida nos «Roteiro Terrestre», passando por São Gião e Ramalhal em vez do percurso pelo vale de Cadaval anteriormente proposto (ver aqui). Na área de Torres Vedras continuam as dúvidas quanto ao local de travessia do rio Sizandro; daqui a Loures, o percurso não tem sofrido grandes alterações.
  • Itinerários - Cadaval: a rota referida acima que partia de Óbidos para sudeste pelo Cadaval não rumaria portanto a Óbidos, mas dirigia-se antes para o Castro de Pragança, importante povoado de longa diacronia situado no acesso à portela da Serra de Montejunto (ver Itinerário de Óbidos a Pragança); aqui entroncava numa outra via na direcção SO-NE com possível origem no litoral Atlântico que seguia por São Gião (onde cruza a via Óbidos-Lisboa), Outeiro da Cabeça, Vilar e Castro de Pragança, cruzando depois a Serra de Montejunto para o Castro de São Salvador e daqui à estação viária de Tagarro (onde cruza a Via Collippo - Ierabriga). Este itinerário está descrito no Itinerário de São Gião a Tagarro por Pragança).
  • Itinerário de Conímbriga a Paialvo: este novo itinerário segue sensivelmente paralelo ao Itinerário XVI no troço entre Conímbriga e Tomar aproveitando um corredor natural que passa por Santiago da Guarda, Ansião, Gaita, Arneiro, Rio de Couros, Chão de Maçãs e São Lourenço até Paialvo, onde cruza o Itinerário XVI, continuando depois por Curvaceiras rumo à travessia do rio Tejo em Tancos; daqui subia ao nó viário da Galega Nova onde conflui na estrada para Mérida. Esta parte final do percurso de Paialvo a Galega Nova estava antes integrado no itinerário de Tomar a Mérida, mas a directriz da estrada mostra que este troço integrava este grande itinerário agora introduzido; a parte inicial segue o percurso da antiga «Estrada Real» que corria por Rio de Couros e Chão de Maçãs (ver aqui).

  • 2020 Fevereiro
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