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A VIA NOVA - História
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As pontes, talvez as maiores obras da engenharia e da técnica de construção viária romana, revestem-se de grande monumentalidade, grandiosidade, solidez e robustez.

Ao longo do seu trajecto de Bracara a Asturica a VIA NOVA regista um conjunto de 39 pontes antigas. Porém, destas só a magní­fica ponte sobre o rio Bibei, a ponte de S. Miguel, da Macieira, e do Forno, são integralmente romanas. Nas restantes a edificação inicial acabou por não sobreviver à s sucessivas reconstruções.

No percurso entre Bracara e a Portela do Homem foram erguidas pelo menos três pontes, que se localizam entre as milhas XXXII e XXXIV. Tal como foi projectada a via, e para além do rio Cávado, apenas na zona da Mata de Albergaria, em plena Serra do Gerês, seria necessário edificar obras de arte. Na Serra, mesmo no Verão, apesar do caudal ser diminuto, o profundo talvegue dos cursos de água, juncado de grandes blocos, não facilitava a passagem de carros. No Inverno, mesmo a travessia a cavalo, ou a pé, eram absolutamente inviáveis, devido à força e violência da corrente. As pontes sobre as ribeiras de Maceira e do Forno eram pequenas, assentes num só arco. A ponte de S. Miguel sobre o rio Homem já possuí­a outra envergadura, com dois arcos.

As invasões dos diversos povos, ao longo dos séculos, têm levado à destruição intencional de pontes. A de S. Miguel, em Terras do Bouro, foi destruí­da pelos locais no contexto das Guerras da Restauração em 1642.

A ponte romana assentava o seu tabuleiro - normalmente horizontal - em grandes arcos uniformes de volta perfeita - constituí­dos por imponentes aduelas - que assentavam em espessos pegões providos de talhamares na direcção oposta à corrente do curso fluvial. Efectivamente o uso da técnica de arcos pelos engenheiros facilitou a construção de pontes, aquedutos e outros edifí­cios na época romana.

Ruí­nas da ponte romana sobre a ribeira de Maceira (Mata de Albergaria); restos do paramento montante do arranque da margem direita.
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