O Projecto
A VIA NOVA - História
Construção e manutenção da VIA NOVA
O Cursus Publicus
Viajar na Geira
Paisagem
Espaços Urbanos
Espaços Rurais
Espaços Rurais

A VIA NOVA estende-se, quase sempre à mesma cota, ao longo dos contrafortes setentrionais da Serra de Santa Isabel. Desconhecemos se já na época romana o traçado da Geira foi utilizado, expressamente, com essa finalidade, mas é um facto que hoje separa o agger do saltus, nas milhas que correm entre Santa Cruz e Covide. Para o topo estendem-se, as terras de pasto, em que os matos são periodicamente aproveitados, e o coberto vegetal, renovado pelas queimadas. Logo abaixo da Geira fica a meia encosta coberta com bouças de pinheiros e castanheiros. Em redor dos aglomerados, no último terço das vertentes e no vale, ficam as terras de cultivo, distribuí­das em socalcos. Nestes campos cultivam-se, actualmente, produtos hortí­colas e o milho maí¯s. Outrora, antes da introdução do milho maí¯s, o milho miúdo e o linho.

A maior parte das aldeias fica entre a Geira e o vale, embora existam, também, núcleos populacionais mais encaixados na montanha. No concelho de Terras de Bouro a população distingue entre os de cima e os de baixo, conforme a posição da aldeia relativamente à Geira.

Em Covide a VIA NOVA atravessa uma extensa Veiga, separada em duas unidades pelo próprio lugar. De Covide o caminho romano sobe ligeiramente até à Veiga de S. João do Campo, quase plana, que atravessa no sentido nordeste, até alcançar de novo o Vale do Rio Homem. Para cima de Campos de Gerês, entre as milhas XXIX e XXXIV, a Geira, corre ao longo do Vale do Homem, encostada aos contrafortes ocidentais da Serra do Gerês. Do lado oposto erguem-se as vertentes escalavradas da Serra Amarela. Neste trajecto a VIA NOVA é envolvida pela Mata da Albergaria, floresta em que predomina o quercus robur, associado ao azevinho.

Da Portela do Homem desce até ao Lima pelo vale rectilí­neo do Rio Caldo, de origem tectónica.

Trajecto da VIA NOVA na Mata de Albergaria observando-se a vegetação tí­pica da zona em pleno iní­cio de Verão; distinguem-se carvalhos, azevinhos e o sub-bosque em que se destacam os fetos.
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